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Empresas

IDD acolhe empresa brasileira de software de gestão em fase de internacionalização

Ricardo Rodrigues e Célia Marques

A Interact, instalada na incubadora D. Dinis (IDD), em Leiria, é uma empresa sediada no Brasil, que surgiu há dez anos, para dar resposta à ausência de software de gestão estratégica, tendo sido pioneira nesta área na América Latina. Em curso está um processo de internacionalização que elegeu Portugal e Alemanha como mercados preferenciais.

Joel Mendonça (consultor de negócio para Portugal) e Fábio Frey (director administrativo da Interact Brasil)

O software apresentado pela Interact resulta de dez anos de pesquisa nas áreas tecnológica e de gestão, com o objectivo de oferecer às empresas soluções adaptadas às suas necessidades. «É importante ter o entendimento de como os gestores pensam, que tipo de informação valorizam e como preferem visualizá-la. A tecnologia é importante, mas não mais que o conhecimento das ferramentas de gestão», explicou ao Leiria Económica, Fábio Frey, um dos fundadores da empresa, que esteve esta semana em Leiria.

Em causa está um interface, de fácil visualização e utilização, com design apelativo, onde são evidenciados indicadores de gestão que permitem saber, a todo momento, qual a performance da empresa face aos objectivos e ao orçamentado, de forma a introduzir medidas correctivas atempadamente, e não apenas nos momentos em que a informação contabilística o permite.

O software da Interact tem por base o Balanced Scorecard (BSC) – ferramenta de gestão por directrizes – e ferramentas de gestão de risco, estando certificado com a ISO 9000 e CMMI, a certificação de qualidade internacional para software. Fábio Frey garante ainda que apresenta «uma boa relação preço/qualidade» e «grande flexibilidade», face às soluções concorrenciais.

«O software de gestão estratégica é uma forma de gerir o conhecimento, evitar perda de know-how e da própria cultura da empresa. Permite ter informação online para os executivos, e envolver e comprometer toda a equipa com os objectivos definidos», explicou o responsável.

«As empresas que não tiverem uma cultura de controlo e planeamento estão condenadas. Acreditamos que nos próximos três anos Portugal vai ter uma forte procura por este tipo de software e nós queremos antecipar», fundamentou.

Soluções à medida do cliente

A implementação do software é realizada no âmbito de um trabalho de consultoria de gestão, em que são identificadas as necessidades da empresa neste contexto, e envolvidos os diferentes níveis hierárquicos, sendo que cada nível sabe quais os indicadores que deverá monitorizar e sobre os quais lhe serão pedidas responsabilidades. «É uma aplicação muito participada pelos recursos humanos», esclarece.

Hoje, a Interact apresenta soluções para pequenas, médias e grandes empresas, vocacionadas para uma diversidade de sectores, como a saúde, educação, e serviços e indústria de uma forma geral.

Quanto à compatibilidade do software, os contactos realizados no âmbito da Cebit, em Hannover, permitiram perceber «o elevado índice de adesão e 90 a 95% de compatibilidade», explica Joel Mendonça, licenciado em Engenharia Informática, pela ESTG Leiria, que estagiou na Interact, no Brasil, e faz agora a ponte com o mercado português. «As soluções de software estão muito globalizadas. Os problemas que os gestores expõem são muito semelhantes», justifica.

Internacionalização assente em parcerias com empresas de gestão empresarial

A estratégia de internacionalização, na Alemanha e em Portugal, passa por firmar parcerias com empresas de consultoria em gestão empresarial e estratégica da qualidade, gestão de risco e competências, «porque os nossos produtos estão focados nessas áreas», explica Fábio Frey. Na Alemanha, a Interact conta já com uma parceria estratégica, que resultou da presença na Cebit, devendo o mesmo acontecer em Portugal, até Abril próximo.

O processo de internacionalização resulta de um projecto desenvolvido com a European Software Institute (ESI), de Espanha, e a Universidade do Vale dos Sinos do Brasil (UNISINOS), que tem como objectivo a internacionalização de empresas que produzem software, através da melhoria da sua capacidade produtiva por meio de certificação com padrão reconhecido internacionalmente. A Interact foi uma das empresas seleccionadas para participar neste projecto, ao abrigo do qual irá realizar «cinco aplicações subsidiadas na Europa, em que um terço do investimento fica por conta do cliente, um terço com a ESI e o remanescente com a Interact», explica Fábio Frey.

Portugal e a Alemanha surgiram como mercados naturais de expansão, devido à proximidade que a Interact já tinha com a cultura desses países, resultado da recepção de estagiários portugueses e alemães por via daquela universidade, como aconteceu com Joel Mendonça.

A génese da empresa

A Interact nasceu há dez anos, no Brasil, pela mão de um brasileiro e um alemão, resultado da detecção de uma oportunidade de mercado em matéria de software de gestão estratégica, tendo sido pioneira nesta área na América Latina.

Hoje a empresa tem em carteira cerca de 200 clientes, empresas como a Petrobrás, Sthil, Boticário e Eatom, tendo participado em parcerias público-privadas para a implementação de soluções informáticas em 50 hospitais, com o objectivo de melhorar a sua gestão. «O Brasil quer ser reconhecido por produtos de qualidade. Há uma grande exigência nesse sentido e têm sido feitas parcerias público-privadas para melhorar a gestão das empresas», explicou o fundador da empresa.

No Brasil, a Interact – que marca presença em três cidades e dá emprego a 50 pessoas – pretende expandir-se através de franchising, deixando por conta da casa mãe apenas o desenvolvimento tecnológico. Em 2008, a empresa facturou cinco milhões de dólares, mais 50% face ao ano anterior, estimando para este ano um crescimento na ordem dos 80%.

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