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Actualidade

«Comecei a inovar muito cedo, no ambiente familiar»

Célia Marques

«Comecei a inovar muito cedo, no ambiente familiar. Estudava com um candeeiro a petróleo e era o mais novo de nove irmãos, dois dos quais partilhavam a cama comigo. Era preciso inovar, desde logo, na logística», afirmou, Luís Febra, fundador da Socem, entre risos, na emotiva intervenção em torno do tema da inovação, proferida a semana passada, no âmbito da conferência promovida pela revista Invest/ISLA/Cotec. Uma iniciativa que contou com o apoio do Leiria Económica.

A inovação esteve também patente na génese da Socem, «numa altura em que se praticavam taxas de juro de 30%, a banca não acreditava nas empresas e os Estados Unidos eram o principal mercado», relembrou. Neste contexto, os fundadores da Socem decidiram avançar com instalações arrendadas e equipamentos alugados – «se não desse certo era mais fácil voltar atrás» – e orientar o mercado para a Europa.

«Numa altura em que o cliente era encarado como um problema, a Socem focou-se no cliente e todo o investimento dos últimos 23 anos tem sido orientado para os clientes», salientou.

A inovação esteve ainda patente na passagem de uma lógica industrial para uma lógica de serviço. «Tentámos sempre dar ideias aos nossos clientes e depois avançámos para o desenvolvimento de produto. Não queríamos ser apenas uma empresa de moldes. E, na altura, oferecer serviços em inglês a um alemão era ser ousado», salientou.

Sempre presente esteve também a inovação tecnológica, referiu. «Procurámos o melhor que havia no mundo. Tivemos, por exemplo, o primeiro equipamento de digitação laser da Península Ibérica para fazer engenharia reversa», afirmou Luís Febra, salientando que foi a inovação que «permitiu passar de uma lógica de fabricante de moldes para a lógica dos projectos», e alcançar um patamar de qualidade que permite à empresa trabalhar com marcas como a Porsche.

Em matéria de internacionalização, a inovação passou por «trazer brasileiros para fazer formação em Portugal, para depois ingressarem na unidade de produção que o Grupo tem no Brasil». A Socem marca ainda presença na China, com parcerias, tendo na Alemanha o enfoque para o futuro.

Luís Febra brindou ainda o público com o conceito de fábrica do futuro, que implementou em 2007, «com a melhor tecnologia do mundo, pessoas formadas na Alemanha, e onde acabámos com a hierarquia no sentido tradicional. Todos eram gestores», exemplificando que em matéria de inovação nem tudo conduz ao sucesso. A fábrica do futuro acabou por fechar, mas não estará esquecida. Fica a ideia que terá sido apenas “demasiado à frente” no seu tempo.

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