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Actualidade

César das Neves afirma que crise pode ser salvação

Ricardo Rodrigues e Célia Marques

O economista João César das Neves, defendeu ontem, em Leiria, que a crise pode ter efeitos positivos e diz mesmo «que pode ser a salvação», para Portugal, porque obrigará os portugueses e as empresas «a terem de ter, finalmente, mais juízo» e a controlarem as suas economias. «Depois conseguimos o que mais ninguém consegue. Tem é de ser à força», salientou.

Segundo o economista, a crise não tem culpados, embora «os políticos acusem os bancos e os bancos os políticos», sendo o próprio sistema – e todos nós – a principal causa da crise. «Não há processo de desenvolvimento sem crise. Até agora não foi possível. De vez em quando temos crises», salientou, relembrando que foi também o capitalismo que permitiu tirar muita gente da pobreza. «No dia em que acabarmos com as crises, também acabamos com o sistema económico».

«A crise é culpa de todos nós»

Na conferência a que presidiu ontem, na livraria Arquivo, César das Neves, afirma que «Portugal já estava em crise há 10 anos», e que agora «apenas caímos na crise num quadro mais vasto que um ciclo».

O economista relembrou que, desde a década de 90, a dívida externa portuguesa passou de 10% do PIB para 100% do PIB, e que os salários cresceram sempre acima da produtividade, ao contrário do que sucedeu com os outros países, como a Espanha.

«Nos primeiros dez anos, a seguir à Revolução, andámos a implantar a democracia, depois entrámos na União Europeia. Era um novo desafio, tínhamos de trabalhar. Estava a correr bem, e a partir da década de 90 fomos dormir a sesta. A culpa é de todos nós, que temos andado a viver acima das possibilidades», reforçou.

«A explicação de que foram as fraudes a origem da crise não é verdade. A crise permite é perceber quem anda a fazer disparates», adiantou.

Crise deverá durar dois anos

César das Neves considera que a solução para a crise passa pelo regresso do consumo, mas «à medida das possibilidades» e prevê a retoma para 2010, ou 2011. «A crise demora uns dois anos, resta saber se depois vamos conseguir um novo surto de crescimento, e não a estagnação em que temos vivido nos últimos anos», explicou.

João César das Neves sublinhou ainda, em resposta a questões colocadas pela plateia, no sentido de apontar culpados e encontrar soluções, que «já devíamos ter aprendido a lição da humildade», porque «estas coisas são muito maiores que nós» concluiu.

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