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Empresas

Bordalo Pinheiro em negociações com eventuais interessados na sua aquisição

A administração da fábrica de faianças Bordalo Pinheiro está em negociações com eventuais interessados na sua aquisição para tentar salvar os 172 empregos, apesar de não ter encomendas desde Dezembro e ainda não ter plano de viabilidade, revela a agência Lusa.

«Há eventualmente pessoas interessadas em participar nas soluções, vamos estudar», declarou à Lusa Jorge Serrano, principal accionista da fábrica de faianças Rafael Bordalo Pinheiro, à saída de uma assembleia-geral de accionistas.

«Não há uma solução de viabilização», disse Jorge Serrano adiantando apenas que «está a haver negociações» e que está disposto a vender a sua parte.

Por outro lado, a empresa recebeu sexta-feira 200 mil euros da Câmara das Caldas da Rainha em resultado da compra de parte da fábrica situada no centro da cidade, mas o dinheiro não servirá para pagar os salários do mês de Janeiro.

«Esse dinheiro pode ter outros fins, os trabalhadores foram devidamente avisados, há mais de um mês, que não ia haver dinheiro para salários porque não produzimos», disse Jorge Serrano que também é administrador da fábrica detentora dos moldes originais de Bordalo Pinheiro.

O responsável afirmou que a verba poderá ser aplicada em rescisões ou acordos «para diminuir o número de trabalhadores».

A Câmara das Caldas da Rainha decidiu, em Maio de 2008, comprar, por 900 mil euros, parte da unidade inicial da fábrica tendo anteriormente pago 700 mil euros.

A empresa divide-se em duas unidades industriais – uma de loiça utilitária com cerca de 150 trabalhadores e outra onde estão os restantes e que se dedica a reproduzir as peças artísticas a partir dos moldes centenários de Bordalo Pinheiro.

Antes da assembleia-geral, que reuniu durante três horas com a presença de alguns dos 13 accionistas, entre os quais o deputado socialista Vera Jardim, mais de uma centena de trabalhadores desfilaram pelas ruas das Caldas da Rainha em mais uma manifestação a favor da viabilização da empresa.

Os trabalhadores receberam dia 22 de Janeiro o salário que estava em atraso do mês de Dezembro mas temem que não haja viabilização da empresa, disse à Lusa o trabalhador e dirigente sindical José Fernando.

Entretanto, o administrador adiantou que deverá voltar a reunir com elementos do Governo na próxima semana.

A administração reuniu-se este mês com o secretário de Estado da Indústria a quem entregou documentos sobre a situação económica da fábrica.

Lusa

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