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Actualidade

Suiniculturas atravessam maior crise de sempre

O presidente da Associação dos Suinicultores de Leiria (ASL), David Neves, afirmou hoje à Lusa que o sector «atravessa neste momento a maior crise de sempre» e reclamou medidas para a sua salvaguarda.

«A crise é uma crise conjuntural em ciclo com a crise mundial, embora neste sector tenha sido antecipada pela via do forte agravamento dos custos de produção, consequência da especulação do mercado dos cereais e dos combustíveis», explicou David Neves.

O dirigente, também presidente da Recilis, entidade que vai construir e gerir a estação de tratamento de efluentes suinícolas para resolver o problema da poluição do sector na bacia hidrográfica do Lis, lembra que «as dificuldades são acrescidas», pois o País «não teve a capacidade de em quase 20 anos produzir um normativo adequado à sua realidade e à do sector, e de assumir uma estratégia de auto-suficiência alimentar».

David Neves constata, por outro lado, que «não têm sido tomadas medidas que permitam a salvaguarda de um sector tão importante, não só do ponto de vista económico, mas fundamentalmente do ponto de vista social». O «sector corre o risco de, a muito curto prazo, contribuir para o aumento significativo dos números de desemprego que, infelizmente, vêm a engrossar todos os dias e, em algumas regiões, pode tornar-se num drama social», avisa.

O presidente da ASL, que agrega cerca de 600 empresas, maioritariamente do distrito de Leiria, diz estar convencido de que «uma grande parte do sector vai desaparecer» caso não haja uma «inversão rápida da situação».

Leiria, «que se caracteriza por pequenas e médias explorações [com uma média de 100 a 150 porcos], vai sofrer grandes consequências», alertou David Neves, explicando que, nos últimos cinco anos, terão fechado cerca de 50 pequenas explorações, uma tendência, aliás, que «vai continuar». Em contrapartida haverá «a tendência para a concentração, para o aumento da capacidade das grandes empresas».

Segundo David Neves, esta situação já está, aliás, salvaguardada no plano de gestão de efluentes das suiniculturas, com a designada quota ambiental. «As explorações que têm capacidade para crescer e outras que, pela sua falta de competitividade, podem vir a encerrar, poderão negociar aquela quota ambiental», o que vai permitir às empresas a produção de mais efluente.

O dirigente reconhece, todavia, que a crise não é justificação para a inexistência de uma solução para os problemas ambientais. «O que tem acontecido é a grande falta de estratégia ao longo dos anos, quer para o sector, quer para a resolução desse problema», aponta o responsável, exemplificando também «a incapacidade da administração de dar resposta às necessidades do sector e do País». Esta situação faz com que o sector viva «em situação de irregularidade», admite David Neves, reportando-se a casos em que tarda o licenciamento das explorações, mas frisando que as mesmas não estão em ilegalidade.

«Importa referir que a circulação e movimento de animais são feitos com base na emissão de documentos emitidos pela autoridade sanitária nacional, a Direcção-Geral de Veterinária», refere.

Opinião contrária tem o responsável da Comissão de Ambiente e Defesa da Ribeira dos Milagres, Rui Crespo. O problema, destaca, é que os suinicultores «constroem ou ampliam instalações de uma forma arbitrária/aleatória». Rui Crespo sustenta que a autorização para o aumento de efectivos nas explorações suinícolas deveria ser feita, apenas, depois de «haver garantias para o tratamento dos efluentes».

Neste momento, o que David Neves apenas garante é, «certamente, um Verão mais tranquilo», devido ao acordo entre Recilis e Águas de Portugal, que vai possibilitar o tratamento diário de 600 metros cúbicos de efluentes das suiniculturas na estação de tratamento de águas residuais norte, no Coimbrão, Leiria.

Lusa

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