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Actualidade

FMI diz que países devem relançar com urgência a procura para evitar Grande Depressão

Os Estados devem agir com urgência para relançar a procura se quiserem evitar uma Grande Depressão como a da década de 1930, advertiu o economista chefe do FMI, Olivier Blanchard, em declarações ao jornal francês Le Monde, cita a agência Lusa.

«Estamos na presença de uma crise de uma amplitude excepcional, cuja principal componente é o desmoronamento da procura», sublinhou Olivier Blanchard, acrescentando ser «imperativo debelar esta perda de confiança, relançar (…) a procura privada, para evitar que a recessão se transforme em Grande Depressão».

Os dirigentes do Fundo Monetário Internacional (FMI) repetem há várias semanas que os planos de relançamento dos grandes países industrializados são insuficientes face à extensão da crise.

«Por agora, uma expansão orçamental de dois por cento parece suficiente. Mas se as circunstâncias o exigirem, é preciso que os Estados estejam prontos a fazer mais, três por cento ou mais, se necessário», considerou o economista chefe do FMI, em declarações ao jornal datado de quarta-feira.

Relançamento deve ser feito «pelo aumento das despesas públicas»

Segundo Olivier Blanchard, o relançamento deve ser feito «pelo aumento das despesas públicas», através de programas de obras de construção de pontes ou de renovação de escolas, em vez da diminuição das receitas públicas, como «reduções de impostos que as famílias estão tentadas a transformar em poupança de precaução».

Eventuais baixas de impostos ou «cheques» aos contribuintes devem «ter por alvo as populações vítimas do desemprego ou sobreendividadas», que os «gastarão logo, contribuindo para a retoma da actividade económica», acrescenta.

Entre as mediadas adoptadas na Europa, Blanchard considerou que a baixa temporária do IVA adoptada no Reino Unido «não é uma boa ideia», porque dois por cento do IVA a menos não representam «um real incentivo a gastar».

Instituições financeiras têm de divulgar perdas ligadas à crise

«Em contrapartida, o prémio à compra de automóvel decidido em França dá fortes incentivos», afirmou.Blanchard considerou ainda que o crescimento não voltará a arrancar enquanto os bancos continuarem a reduzir a oferta de crédito e enquanto as instituições financeiras não divulgarem rapidamente todas as perdas ligadas à crise.

Segundo o economista, os Estados devem incitar ou forçar «os bancos a separar-se dos activos duvidosos» que detêm, e de seguida recapitalizá-los.

Blanchard afirmou ainda que na Europa os bancos com falta de liquidez «estão a repatriar partes consideráveis dos capitais colocados no estrangeiro». «Os seus créditos sobre os países emergentes atingiam os quatro mil milhões de dólares (2.872 milhões de euros) e mil milhões já terão sido repatriados».

Os países emergentes têm portanto, segundo o economista, todo o interesse a implementar igualmente planos de relançamento para compensar a baixa das exportações e o risco de crise cambial que poderia resultar destas saídas de capitais.

«Multiplicado pelo número de países potencialmente expostos, fala-se de milhares e milhares de milhões de dólares, um montante bem superior ao que o FMI pode adiantar», conclui Blanchard.

LE com Lusa

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