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Empresas

Sunaitec abre loja na rua do Seminário

Célia Marques

A Sunaitec, empresa que desenvolveu as estruturas solares multifunções de receptores elípticos, abriu, a semana passada, um espaço comercial na Rua Francisco Pereira da Silva, ao cimo da rua do Seminário. Terminada a fase de ensaios, a empresa dá início à produção e comercialização dos receptores solares para aquecimento de águas sanitárias, piscinas e ambiente. Já existem encomendas para o mercado nacional e para Angola, em resultado de projectos de arquitectura portugueses para aquele país.

Os protótipos já foram ensaiados e os testes no INETI (Instituto Nacional de Tecnologia Engenharia e Inovação) evidenciaram «óptimos resultados», afirma Amilcar Lopes, autor do projecto, salientando a vantagem da orientação solar inteligente, «característica inovadora, que permite não só assegurar 12 meses de aquecimento, em dias de sol, de águas sanitárias e de piscinas e aquecimento ambiente (por piso radiante), como controlar a temperatura máxima». Os receptores das estruturas solares movem-se procurando o ângulo que maximiza a captação solar, enquanto nos dias de maior calor, havendo energia produzida superior ao necessário, adoptam a posição vertical para reduzir a captação solar e evitar «temperaturas excessivas, que levam à perda de água com anticongelante por ebulição», uma das fragilidades dos colectores solares convencionais a que o engenheiro aeronáutico procurou dar resposta.

Preço de venda ao público ronda os 6300 euros

Com um investimento na ordem dos 6300 euros – que inclui sete receptores e software de controlo com tecnologia Bluetooth (que permite controlar e monitorizar as estruturas solares localmente, via internet, ou GSM) – a que acrescem os cerca de 2000 euros que os instaladores cobram pelo fornecimento dos reservatórios de água, bomba de circulação, canalizações e montagem de todo o equipamento, as estruturas Sunaitec garantem o aquecimento de 250 litros de água, que representam o consumo médio de um agregado de quatro pessoas.

«Embora mais caro que as soluções disponíveis no mercado, o investimento é recuperável no mesmo período de tempo, seis ou sete anos, porque é mais eficiente. A orientação solar inteligente e um sistema óptico concentrador permitem que funcione todo o ano, em dias de sol, com rendimentos superiores aos sistemas fixos, na ordem dos 35 a 40% e não apenas entre Abril e Outubro, como os outros equipamentos», explica.

Amilcar Lopes assegura ainda que também a durabilidade é superior – mínimo 20 anos – resultado da ausência de soldaduras em todo equipamento, do fecho hermético do receptor com geração natural de vácuo (que impede a entrada de humidade com consequente corrosão) e da utilização de acrílicos da indústria aeronáutica.

Simplastic e Tufipema: duas empresas da região envolvidas no projecto

O equipamento Sunaitec terá um preço fixo para o cliente final. A empresa pretende «valorizar quem instala e ceder uma comissão às empresas que comercializam o equipamento Sunaitec», adianta.

O projecto representa um investimento superior a um milhão de euros, realizado na sua maioria pelas empresas parceiras, que o amortizam agora com a venda dos componentes para as estruturas. «Foi um sinal de confiança no projecto», salienta o responsável.

A subcontratação é palavra de ordem. A Sunaitec envolveu 15 empresas nacionais e estrangeiras no projecto, havendo uma que se encarrega da montagem de todos os componentes. Na região estão envolvidas, para os componentes plásticos, a Simplastic, da Batalha, no fornecimento de perfis a Tufipema, da Gândara e ainda a Gosimac, empresa de maquinação e tornearias, de Pombal.

A Sunaitec está a prestar apoio técnico de engenharia aos gabinetes de arquitectura que estão a desenvolver projectos para Angola – um hotel, um condomínio fechado e vários edifícios de apartamentos – país onde pretende encontrar parceiros que assegurem a instalação das estruturas solares, depois de assegurada a formação técnica para o efeito. A empresa leiriense foi também contactada por uma empresa espanhola que pretende a representação exclusiva de equipamento Sunaitec no país vizinho.

Função de ar condicionado e geração eléctrica

Em stock estão já 700 receptores prontos a avançar para o mercado, o que corresponde a 100 instalações, atendendo à utilização, em média, de sete receptores para os cerca de 250 litros de água que consome um agregado de quatro pessoas.

Em desenvolvimento está também o upgrade do projecto, resultado da introdução da função de arrefecimento com chillers de absorção ou adsorção, o que deixará o equipamento preparado para gerar ar condicionado com energia solar. «O consumo eléctrico com este tipo de tecnologia é incomparavelmente mais baixo – apenas o necessário para pequenas bombas de circulação de água – do que os tradicionais sistemas de ar condicionado que recorrem a bombas de calor. O futuro está nas soluções solar air conditioning», explica.

Numa fase posterior virá a geração eléctrica. «Vamos recorrer a uma tecnologia americana de geração eléctrica através da geração de vapor, uma vez que se conseguimos no equipamento Sunaitec temperaturas de estagnação superiores a 200 graus centígrados», conclui.

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