Javascript desactivado

Para completa funcionalidade deste site é necessário activar o JavaScript. Aqui estão as instruções de como activar o JavaScript no seu navegador.

Actualidade

FNABA propõe benefícios fiscais para business angels

Célia Marques

A Federação Nacional de Associações de Business Angels (FNABA) apresentou ao governo uma proposta no sentido do Orçamento de Estado (OE) de 2009 contemplar a possibilidade dos business angels deduzirem à colecta de IRS 20% do investimento em projectos start up e seed capital, com limite máximo de 40 mil euros ano, se aplicados no âmbito do FINICIA 1 e 2. O anúncio foi feito por Francisco Banha, presidente da FNABA, no âmbito da Semana Nacional de Business Angels, que passou terça-feira pelas instalações da OPEN, na Marinha Grande.

Segundo o responsável, a proposta mereceu a atenção do governo, que poderá pronunciar-se a qualquer momento sobre a eventual inclusão da medida no OE do próximo ano.

Francisco Banha relembra o papel dos business angels na criação de emprego e dinamização da actividade económica, com repercussões na receita fiscal por via do IVA e IRC, e aponta o exemplo de Inglaterra, onde estão já quantificados os resultados da aplicação deste tipo de benefícios fiscais.

«O plano de negócios deve ser feito pelo promotor e não comprado»

Durante o encontro que reuniu na OPEN responsáveis ligados a capitais de risco, business angels e empreendedores que beneficiaram deste tipo de apoios para dar início aos seus negócios, ficou patente a importância de apresentar aos potenciais investidores um bom plano de negócios, «que deve ser feito pelo empreendedor, e não comprado», de forma a que perceba e consiga justificar todos os pressupostos ali apresentados, defendeu João Pereira, da Inovcapital.

«Preparem bem o contacto, definam os objectivos do vosso projecto. Não são precisos grandes detalhes técnicos. Os investidores querem saber onde está a oportunidade de negócio, e porque é que se consideram as pessoas certas para a levarem adiante», explicou durante a sua intervenção.

O mesmo alertou ainda para a importância de «debater com amigos e pessoas esclarecidas a ideia de negócio, de forma a antecipar objecções e riscos que irão ser apontados» e de partir para a reunião com os investidores tendo presente o limite da posição negocial. «O investidor procura sempre fazer o melhor contrato. Têm de estar preparados para limitar o campo negocial», explicou.

Os business angels «não querem viver do leite, mas da vaca»

Segundo Paulo Andrez, do Clube de Cascais, as principais falhas nos projectos apresentados a business angels residem na incorrecta identificação do mercado, ausência de competências dos empreendedores e estrutura de capital desadequada, «o que revela que o próprio promotor não está disposto a assumir risco pelo seu projecto», explicou.

«O promotor tem de estar disponível para partilhar risco, ganhar pouco, admitir ausência de competências nas áreas x e y, ter testado o mercado, saber que tipo de empresas vão comprar o seu produto e durante quanto tempo, e querer uma verdadeira parceria», adiantou.

Paulo Andrez lembrou ainda que os business angels «não querem viver do leite, mas da vaca», pelo que «não vale a pena procurá-los para projectos de baixa rentabilidade», salientou.

Da experiência que teve com os business angels que apoiaram a sua ideia de negócio, Paulo Pereira, fundador da Bullpharma, afirmou tratarem-se de pessoas que «acreditam no projecto, dispõem de uma importante rede de contactos e de competências que criam valor» e ainda «experiência de gestão, conhecimento do sector em causa e capital». Os business angels «decidem com rapidez, querem esforço do promotor e são exigentes», advertiu.

As mais lidas

Secil inaugura unidade de produção de microalgas em Pataias

A Secil inaugurou hoje, na sua fábrica em Pataias, Alcobaça, uma unidade de produção de microalgas. O projecto envolve a captação e utilização do CO2 ali gerado, por microalgas, que são depois canalizadas para os mercados que as aproveitam como ingrediente sustentável, natural e rico em compostos bioquímicos, nomeadamente para os da alimentação humana e animal. O investimento é de 15 milhões de euros.

Câmara vende Topo Norte do Estádio por 1,3 milhões para instalação das Finanças

O Município de Leiria aprovou esta terça-feira uma proposta de alienação da Torre Nascente do Topo Norte do Estádio Dr. Municipal Magalhães Pessoa, com uma área de construção de 4.500 metros quadrados, destinada a instalações para albergar e juntar num único local os Serviços de Finanças locais e distritais de Leiria. O valor da alienação do prédio é fixado em  1.339.503 euros.