Javascript desactivado

Para completa funcionalidade deste site é necessário activar o JavaScript. Aqui estão as instruções de como activar o JavaScript no seu navegador.

Actualidade

Painel

Publicado na Revista 250 Maiores Empresas do Distrito de Leiria, editada pelo Jornal de Leiria, distribuída com a edição de 22/11/2007 do semanário e de 24/11/2007 do Público)

1 – O que é para si uma grande empresa?
2 – Que responsabilidades tem uma grande empresa na economia e sociedade?
3 – Quais os principais factores que determinam a longevidade das empresas?

Pedro Faria | Presidente da NERLEI e sócio-gerente da Sival

1 – A ideia que tenho de uma grande empresa será aquela que tendo uma facturação significativa (mais de 20 milhões de euros) empregará pelo menos mais de 50 pessoas.

2 – Quanto maior é a empresa, maior peso tem na economia local e regional e por isso maior é a responsabilidade que recai sobre ela.

3 – Estar numa área de negócio em que a turbulência não seja exagerada, e sobretudo ter a flexibilidade necessária para se adaptar às mudanças permanentes.

António Barroca Rodrigues | Presidente do Grupo Lena

1 – Uma grande empresa assenta numa organização bem estruturada e com objectivos definidos. A ter em conta os padrões de medição que são conhecidos para grandes empresas, mais de 250 colaboradores, mais de 40 milhões de Euros de Volume de Negócios e assente numa organização devidamente estruturada com hierarquias definidas, conhecedoras dos seus objectivos, competentes, responsáveis, solidárias (para com os seus dependentes e sociedade envolvente). Uma empresa que terá em primeiro lugar que ser grande nos compromissos que assume com os seus colaboradores, a sociedade que a envolve, os meios que utiliza (com responsabilidade e critério) e a permanente capacidade de se ajustar à mudança. Mais importante do que ser uma grande empresa, deverá estar sempre presente a determinação em querer ser uma empresa grande.

2 – O papel de uma grande empresa na economia é criar valor e emprego, sendo que ela só o poderá fazer se for competitiva e relevante para as escolhas do potencial cliente. Na sua capacidade para, através da criação de valor, conseguir competir, inovar e valorizar os seus Recursos Humanos, sem com isso retirar ao meio envolvente algo que no longo prazo se possa revelar prejudicial, partilhando com a sociedade parte do seu sucesso, reside muito do que poderíamos designar como responsabilidades de uma grande empresa.

3 – As empresas que vemos perdurarem mais tempo, resistindo aos ciclos económicos, são aquelas que criando valor para clientes, colaboradores e accionistas, são capazes de o fazer de uma forma positiva e responsável. O factor da qualidade da gestão e do dinamismo que é possível transmitir a toda a cadeia de relações que se estabelecem são igualmente dois ingredientes essenciais. Finalmente um aspecto fundamental, os dois pilares essenciais da actividade das empresas são os seus colaboradores e os seus clientes. As empresas que melhor motivarem os seus recursos humanos e as que melhor se adaptarem às crescentes e permanentes modificações nas exigências dos clientes são e serão aquelas que melhores condições terão para ter sucesso no longo prazo.

Actualidade

Painel

(Publicado na Revista 250 Maiores Empresas do Distrito de Leiria, editada pelo Jornal de Leiria, distribuída com a edição de 22/11/2007 do semanário e de 24/11/2007 do Público)

1 – O que é para si uma grande empresa?
2 – Que responsabilidades tem uma grande empresa na economia e sociedade?
3 – Quais os principais factores que determinam a longevidade das empresas?

Almeida Henriques | Presidente do Conselho Empresarial do Centro

1 – Se utilizarmos a definição da União Europeia, é a que tem mais de 250 trabalhadores e mais de cinquenta milhões de euros de volume de negócios.
Em termos práticos, independentemente da dimensão, será a que tiver uma estratégia eficaz que acrescente valor, a que aposte numa efectiva qualificação dos seus recursos humanos, numa gestão moderna, assente numa perspectiva de inovação permanente, atenção aos mercados, redobrado cuidado na concepção do produto e na proximidade aos circuitos de distribuição.

2 – Cada vez mais a empresa se deve pautar por critérios de responsabilidade social, interagindo com a comunidade onde se insere em projectos que contribuam para o desenvolvimento com qualidade de vida, procurando o melhor bem estar para os seus trabalhadores, familiares e comunidade envolvente. Obviamente que, na base, terá que estar uma boa estrutura, que ganhe dinheiro, que remunere bem os trabalhadores, os administradores e os accionistas. A empresa, alicerçada nas pessoas, é o pilar fundamental da sociedade, a geração de riqueza é que permite uma lógica redistributiva, ninguém o poderá fazer se não gerar valor.

3 – A longevidade deriva de uma boa estratégia, de um bom posicionamento ao nível do mercado, da concepção do produto e do domínio dos circuitos de distribuição, assente também numa correcta selecção de recursos e a permanente formação dos quadros.
Só sobrevive a empresa que gera valor, que está sempre um passo à frente da concorrência, que sabe gerir bem as suas pessoas, que consegue com antecedência garantir as sucessão, que premeia o mérito e as competências.

Jorge de Sá | Professor no ISCSP e Mestre em Gestão do Desenvolvimento

1 – É aquela que consegue criar valor de forma continuada e sustentada, conseguindo antecipar tendências e adaptando-se de forma contínua e permanente às alterações sociais.

2 – O conceito de responsabilidade social das empresas tem vindo a ganhar uma importância crescente na actividade empresarial, sendo que as boas práticas daí decorrentes são determinantes para o sucesso das empresas. Essa responsabilidade social faz-se num sistema relacional considerando diferentes “públicos”, entre outros os accionistas, os trabalhadores, os clientes, os fornecedores, as autoridades, os consumidores, os media,…

3 – Estar centrada no mercado, particularmente nos seus clientes, com a humildade de quem quer aprender com eles, a perseverança de quem os quer servir e a honestidade de quem quer ser apreciado amanhã mais do que hoje. Entre as variadas declinações desta trilogia, destaco o desenvolvimento de estratégias que permitam ir além da satisfação dos clientes, procurando ganhar o seu empenhamento.

Joaquim Menezes | Administrador da Iberomoldes

1 – Difícil resposta …! Pode-se ser uma grande empresa na garagem… presumo que mesmo na garagem, ou num pequeno escritório, a Microsoft, a Google e outras já eram, ou antecipavam ser, grandes empresas. Pode-se também ser uma grande empresa – porque o é de facto – em dimensão e consistente sucesso… veja-se a General Electric, a Toyota, etc. Para é mais do que tudo aquela que cumpre os seus objectivos fundamentais: tem lucro e aplica-o com sucesso no seu desenvolvimento, aproveitando as oportunidades e as dinâmicas do mercado, cumprindo com os seus compromissos, criando satisfação e motivação no contexto em que funciona – seus accionistas, colaboradores, clientes, fornecedores e na sociedade que a rodeia, dentro, e se possível, fora fronteiras.

2 – A maior responsabilidade de qualquer empresa – pequena, média ou grande – na economia ou perante a sociedade, é ganhar dinheiro, ter lucro, ter sucesso. Lucro e sucesso que lhes garanta o desenvolvimento dos negócios, das suas actividades, das pessoas que nela participam e na comunidade em que se inserem.

3 – Capacidade de antecipar as dinâmicas dos seus mercados e ter capacidade em desenvolver flexibilidade e adaptação aos desafios impostos por essas dinâmicas. Veja-se o caso de empresas que começaram noutros sectores, seja como fabricantes de instrumentos musicais ou máquinas têxteis, e hoje são grandes conglomerados industriais, que orgulham os que nela trabalham e a desenvolvem todos os dias, teimando em torná-la viva para a eternidade possível. A HONDA e a TOYOTA são bons, e apenas dois, exemplos disto.

Actualidade

Painel

(Publicado na Revista 250 Maiores Empresas do Distrito de Leiria, editada pelo Jornal de Leiria, distribuída com a edição de 22/11/2007 do semanário e de 24/11/2007 do Público)

1 – O que é para si uma grande empresa?
2 – Que responsabilidades tem uma grande empresa na economia e sociedade?
3 – Quais os principais factores que determinam a longevidade das empresas?

J.Amado da Silva | Economista e professor universitário

1 – Uma maneira simplista e defensiva de responder às perguntas é dar critérios formais de dimensão, através do número de pessoas, ou do volume de negócios, se pensarmos no adjectivo “grande” em termos absolutos. Se passarmos aos termos relativos, uma empresa é grande se tiver quotas de mercado significativas nos mercados em que actua. Mas todos estes valores clássicos estão comprometidos com as novas formas de alianças, participações cruzadas e, fundamentalmente, processos de outsourcing que esbatem as fronteiras da empresa e corroem a possibilidade de dar uma dimensão efectiva. Por isso, uma empresa só é grande se for apercebida pela maioria dos agentes intervenientes do mercado como uma entidade cujas acções nunca podem ser ignoradas por esse mesmo mercado.

2 – Situando-me na perspectiva do dever, uma grande empresa usa mais recursos da sociedade que uma pequena e tem, por isso, que dar a essa sociedade uma retribuição maior em compensação dos recursos que aquela coloca à sua disposição. Se o valor pago pela empresa à sociedade pelos recursos usados fosse o valor correcto (e muitas vezes não é!) nada mais deveria! Mas deve! Deve em termos de emprego, em termos de preservação ambiental e, sobretudo, em termos fiscais.

3 – O principal factor é a capacidade de adaptação à evolução do ciclo de vida dos produtos e serviços, seja através da capacidade própria de inovação, seja através da capacidade de rápida endogeneização das mudanças tecnológicas e de características da procura.

Jorge Martins | Director-geral da Inteplástico

1 – Uma grande empresa é aquela que para além de possuir uma dimensão considerável em efectivos e volume de negócios, cria riqueza de forma substancial e sustentada. Contribui para a Qualidade de Vida da Comunidade junto da qual se instalou apoiando iniciativas culturais, desportivas e recreativas. Deve ser exemplo na preservação do Ambiente. É desejável, e muito útil, que implemente o que se pode designar por ‘’cultura de empresa’’ criando assim boas práticas e dignificando a imagem de cada um dos seus trabalhadores.

2 – As empresas, qualquer que seja a sua dimensão, devem:
– Corresponder às motivações dos detentores do capital, criando riqueza.
– Realizar pessoal e profissionalmente os seus colaboradores.
– Corresponder às expectativas dos seus clientes e demais parceiros de negócio.
– Ser factor de estabilidade social na sua área de influência.

3 – Não forçosamente por esta ordem:
– Boa Gestão
– Capacidade de Inovação
– Oferta diferenciada
– Adequação ao Mercado

José Carreira | Professor, economista e ROC

1 – A Comissão Europeia, através da recomendação 2003/361/CE, passou a classificar como grande empresa aquela que emprega mais de 250 trabalhadores, ou ultrapassa 50 milhões de euros de volume de negócios. Essa classificação oficial não tem em conta outros factores relevantes para a determinação da dimensão duma empresa, nomeadamente o valor acrescentado. Segundo aqueles critérios, uma empresa distribuidora de combustíveis, que com uma estrutura reduzida pode ultrapassar os 50 milhões de volume de negócios, é classificável como grande empresa, quando de facto pode ser relativamente pequena.

2 – É reconhecido que a responsabilidade das empresas, pelo menos das grandes, extravasa o círculo restrito dos proprietários e dos credores. Há empresas multinacionais cuja facturação ultrapassa em muito as receitas anuais de países pequenos. Nestas circunstâncias, pelo impacto que as decisões de gestão duma grande empresa podem ter sobre a economia e a sociedade duma região, ou mesmo dum país, parece de exigir aos gestores que na tomada das suas decisões não descurem a sua responsabilidade para com o emprego, a economia e o bem estar social.

3 – Pode dizer-se que o principal factor é a capacidade de adaptação às mudanças no meio envolvente, em especial nos mercados. Nas empresas familiares a longevidade depende também dos proprietários serem capazes de passar (bem) o poder, em tempo oportuno.

As mais lidas

Secil inaugura unidade de produção de microalgas em Pataias

A Secil inaugurou hoje, na sua fábrica em Pataias, Alcobaça, uma unidade de produção de microalgas. O projecto envolve a captação e utilização do CO2 ali gerado, por microalgas, que são depois canalizadas para os mercados que as aproveitam como ingrediente sustentável, natural e rico em compostos bioquímicos, nomeadamente para os da alimentação humana e animal. O investimento é de 15 milhões de euros.

Câmara vende Topo Norte do Estádio por 1,3 milhões para instalação das Finanças

O Município de Leiria aprovou esta terça-feira uma proposta de alienação da Torre Nascente do Topo Norte do Estádio Dr. Municipal Magalhães Pessoa, com uma área de construção de 4.500 metros quadrados, destinada a instalações para albergar e juntar num único local os Serviços de Finanças locais e distritais de Leiria. O valor da alienação do prédio é fixado em  1.339.503 euros.