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Empresas

Novos materiais para novas oportunidades

Célia Marques

(Artigo publicado na Revista 250 Maiores Empresas do Distrito de Leiria, editada pelo Jornal de Leiria, distribuída com a edição de 22/11/2007 do semanário e de 24/11/2007 do Público)

A inovação para nós dura há 20 anos. É assim que Arménio Ferreira da Silva, director-geral do Grupo Maxit, dá início à conversa. O expectável desenvolvimento do mercado da reabilitação – habitacional e de infra-estruturas públicas – dita a aposta no desenvolvimento de argamassas industriais e novas utilizações da argila expandida Leca®.

Detentora de produtos inovadores a nível europeu, a Maxit, sedeada em Avelar, posiciona-se em duas áreas de negócio distintas: a argila expandida – utilizada em materiais de construção e betões leves – e as argamassas industriais.

As actividades de I&D são desenvolvidas tanto no seio da empresa – que em Portugal possui três unidades de produção – como no Grupo Maxit, a nível europeu, «o que é uma enorme mais-valia», devido aos recursos que o processo exige. Em causa está mais uma fonte de inovação que permite «acelerar a chegada ao mercado», explica o responsável.

A inovação acontece quer ao nível dos processos industriais – tendo em vista o aumento da produtividade e promoção da melhoria contínua – quer no desenvolvimento de novos produtos. «Quando se identificam oportunidades de mercado é obrigatório inovar», defende o director-geral, salientando a importância de fomentar a inovação a nível interno, através de formação e parcerias com universidades e instituições ligadas ao sector da construção.

No segmento das argamassas industriais, a empresa avançou recentemente com um novo produto, uma argamassa mais leve – resultado da incorporação da argila expandida – «muito indicada para a área da reabilitação, que envolve pavimentos com menos capacidade de carga», exemplifica. A leveza do material é o que está também em causa no recente dos betões leves estruturais – que incorporam também argila expandida, desta feita de alta resistência – direccionados para os mercados de reabilitação e obra nova, um material que traduz «uma nova abordagem à engenharia em Portugal».

A aplicação da argila expandida em obras de geotecnia, públicas e infra-estruturais, para imprimir maior estabilidade aos aterros é também um desenvolvimento recente. A Geoleca «é mais leve e mais estável, tem um bom comportamento à carga», explica, dando conta de exportações deste material para Inglaterra, Espanha e Holanda.

A Leca® – marca registada das bolinhas de argila expandida – é um produto resultante de argila natural, com propriedades térmicas e acústicas, resistência estrutural e ao fogo, características que representam o valor acrescentado dos diversos produtos em que marca presença.

A identificação de oportunidades de inovação começa desde logo no corpo de engenharia da empresa – constituído por 15 engenheiros nas áreas civil, química e mecânica. Mas neste processo «toda a gente é envolvida interdisciplinarmente, em estudos e projectos de inovação», garante. «Na Maxit não desligamos a componente técnica da comercial, porque a inovação só faz sentido se corresponder a um in-put de mercado», salienta.

Sustentabilidade intrínseca

Estando envolvida na construção de habitats e a utilizar um recurso natural, a sustentabilidade acaba por ser «intrínseca à actividade da Maxit» e a construção sustentável «inerente à sua missão». Um exemplo de contributo para a sustentabilidade é o desenvolvimento de materiais para o aligeiramento: «ao retirar peso, induzimos um menor consumo de energia, maior produtividade e menos desperdício», sustenta.

Os obstáculos à inovação residem fundamentalmente na burocracia, que por vezes os demove de recorrer a apoios. Como em todas as organizações, importa também vencer a acomodação, «com persistência e envolvendo as pessoas nos projectos».

A inovação tem de estar enraizada na cultura da empresa, na perspectiva de se diferenciar do mercado, considera o responsável. Quanto ao Estado, era fundamental que funcionasse e não funciona. «A burocracia e lentidão nos licenciamentos é gritante, a justiça não actua de forma célere e quem copia ganha vantagem. O principal factor para desenvolver a inovação é a renovação e a inovação do próprio Estado. Ainda não vi um sentido estratégico para isso», finaliza.

Ponto forte
Constante procura de soluções tecnicamente desenvolvidas que permitam criar valor aos produtos. Forte ligação aos diversos agentes do mercado, sobretudo do início da cadeia, os que exigem e viabilizam novas soluções.

Ponto fraco
Dificuldade em auto-financiamento dadas as condições do mercado. Recursos humanos que chegam pouco preparados.

Oportunidade
Mercados da reabilitação e obras-públicas, onde se espera um aumento do investimento.

Ameaça
Continuidade da falta de crescimento económico, induzida ainda mais com a crise financeira internacional.

Grande Empresa é…
A que promove o seu desenvolvimento, dos seus recursos humanos, e da comunidade em geral de forma sustentada e acompanha a evolução do mercado.

A longevidade depende de…
Atenção às oportunidades do mercado e geração de meios próprios para investir na inovação. É preciso conseguir fazer a renovação das suas células – recursos humanos e financeiros – em função do mercado.

Inovar é…
Aproveitar novas oportunidades.

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