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Actualidade

João Salgueiro alerta para potencial do mercado chinês

Célia Marques

«Devemos olhar para os mercados que estão a crescer, e não para os que estamos habituados», alertou João Salgueiro, presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), orador convidado da conferência que decorreu no âmbito da Gala Invest 2008, a semana passada, no Casino da Figueira da Foz.

O responsável lembrou que «a classe média chinesa quer mostrar que tem» e que é preciso retirar partido do facto da China ter declarado Portugal como parceiro estratégico. «Podemos concorrer com a China em pequenas séries de qualidade. Vale a pena explorar o mercado chinês», defendeu, lembrando que a crise é europeia e americana, uma vez que se vive também «um dos períodos, à escala global, com maiores taxas de crescimento no mundo».

No plano interno, João Salgueiro afirmou que «temos consolidado as finanças públicas, mas não desenvolvemos a política de competitividade», e que «se não aumentar a base tributária, a consolidação orçamental não durará». O presidente da APB salientou que promover a competitividade não é incompatível com a consolidação orçamental, uma vez que não envolve custos, mas a eliminação de entraves, e lamentou o facto de Portugal não ter «um calendário para a competitividade».

«Sofremos [com a crise] porque tivemos políticas não inteligentes, que agravaram a nossa dependência. Não temos política agrícola, nem de pescas, temos um grande endividamento e uma estrutura industrial muito vulnerável. A ideia que estamos na Europa e não podemos ter políticas próprias não está correcta. A dependência da União Europeia é perniciosa. Os países têm de ter uma estratégia. Estamos a gastar milhares de milhões de euros sem termos uma estratégia», explicou durante a sua intervenção.

Segundo João Salgueiro «não pode atribuir-se à crise os problemas da nossa economia» porque «são anteriores a ela». Relativamente às condições que oferece, «não são boas, nem para nós, nem para o investimento estrangeiro», afirmou, lembrando que o investimento estrangeiro em Portugal quase se limita aos Projectos de Interesse Nacional (PIN), «que são negociados em condições de excepção».

«Porque estamos assim e não nos importamos? Há uma resignação entranhada nos portugueses. As pessoas devem querer melhorar de vida, mas não é com manifestações». Lembrando que hoje «a regra é a da concorrência», João Salgueiro deixou patente que é preciso ter «mais ambição, alguma impaciência e perder alguns complexos».

«O tempo para nós não conta, e é preciso decidir em tempo útil. A urgência não está a ser traduzida em factos. Nós não resolvemos problemas, fazemos reformas. “O fraco rei faz fraca a forte gente” e nós precisamos de políticos que façam mais fortes os portugueses», assinalou.

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