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Actualidade

Moldes: plano estratégico dita aposta em sectores e mercados emergentes

Célia Marques

A indústria de moldes e ferramentas especiais deve apostar no gradual aumento do peso de sectores emergentes – como a aeronáutica, energia, e medicina – de forma a reduzir a dependência do sector automóvel, que representa, actualmente, 72% da produção total. Esta é uma das conclusões do Plano Estratégico para o Sector dos Moldes e Ferramentas Especiais, apresentado por Mira Amaral, terça-feira, no CENTIMFE.

O plano destaca oportunidades em áreas emergentes, como a aeronáutica (novos sistemas de propulsão e novos materiais) e medicina (novas ferramentas e novos materiais), salientando ainda o potencial da energia e ambiente, a abordar com «novas soluções e novos materiais», fazendo uso dos «incentivos públicos e investimento» que têm vindo a ser disponibilizados para este sector.

A aposta no sector automóvel deve ser reforçada, mas direccionada para novos sistemas de propulsão (eléctricos e de hidrogénio), novos materiais, e crescente integração de dispositivos electrónicos.

Quanto à electrónica, «sector charneira de integração em diversas áreas», o estudo destaca oportunidades resultantes do crescente número de aplicações inovadoras e integradas, bem como da sua miniaturização.

Oportunidades na Rússia, China, Índia, Europa de Leste, América Central e do Sul

É em países emergentes como a Rússia, China e Índia que a indústria de moldes deve começar a desenvolver canais comerciais, acompanhando as tendências de deslocalização. A China é actualmente o maior importador mundial de moldes, e a Rússia diferencia-se da China e da Índia por apresentar uma menor sofisticação tecnológica do lado da oferta de moldes, o que se traduz em oportunidades para a comercialização de soluções chave-na-mão, revela o plano.

O documento apresentando por Mira Amaral aponta também os países da América Central e do Sul como mercados alternativos e potencialmente menos competitivos, onde apesar das dificuldades sentidas pelos empresários (nomeadamente no Brasil), importa «desenvolver possíveis canais comerciais, acompanhando a deslocalização da produção e o forte crescimento económico». Nestes países «a entrada deve ser feita em parceria com empresas locais, para reduzir o risco», adverte.

O plano elaborado pela Sociedade Portuguesa de Inovação atenta ainda para a oportunidade que representam os países da Europa de Leste – resultado do aumento da deslocalização da produção para os mesmos – e os Estados Unidos, «numa perspectiva de médio e longo prazo, onde importa manter relações comerciais e de inovação, explorando canais de venda e relacionamento já existentes».

Inovação de processo e produto e parcerias com instituições de ensino

O estudo aconselha as empresas do sector a garantir elevados níveis de investimento em investigação, desenvolvimento e inovação, tanto para a melhoria dos processos de desenvolvimento e produção, como ao nível do lançamento de novos produtos. Foca ainda a importância de sensibilizar universidades e politécnicos para a excelência do sector – no sentido de atrair quadros qualificados – e de se promover a cooperação, o trabalho em rede e as parcerias.

O documento recomenda às empresas «elevada especialização nas áreas em que acrescentam valor», a aposta em «mercados de nicho, ou produtos em fase inicial do ciclo de vida», em «produtos de elevada complexidade» e em «áreas com elevadas barreiras à entrada, pela dimensão ou complexidade da maquinação».

Colocar o sector no «top 5 mundial em produtividade e liquidez financeira»

O plano estratégico tem um horizonte de cinco anos, distribuindo-se em três fases distintas: arranque (um ano), desenvolvimento (dois anos) e sustentação (dois anos). Entre os objectivos genéricos a atingir entre 5 a 10 anos está a colocação do sector no top 5 a nível mundial nas áreas da produtividade e liquidez financeira. A visão que norteia o estudo aponta para que, dentro de dez anos, o sector seja reconhecido mundialmente como um dos mais avançados do ponto de vista tecnológico e da oferta de valor acrescentado.

Durante a apresentação, Mira Amaral destacou que «a importância do sector é transversal, podendo servir de motor a todo um conjunto de novas empresas nacionais de base tecnológica, com vista ao desenvolvimento e produção de produtos inovadores em diversos mercados globais».

Clique aqui para consultar a Apresentação do Plano Estratégico da Indústria de Moldes e Ferramentas Especiais.

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