Javascript desactivado

Para completa funcionalidade deste site é necessário activar o JavaScript. Aqui estão as instruções de como activar o JavaScript no seu navegador.

Empresas

Erofio implementa novo software de apoio à produção

Célia Marques
(Artigo publicado na Revista 250 Maiores Empresas do Distrito de Leiria, editada pelo Jornal de Leiria, distribuída com a edição de 22/11/2007 do semanário e de 24/11/2007 do Público)
~

A Erofio desenvolveu, no âmbito do Nitec – programa de apoio à investigação – um software que permitiu informatizar todo o processo de produção, desde a encomenda à expedição. Informação mais centralizada e actualizada. Ganha-se tempo e rigor.

O sistema recentemente implementado na Erofio permite saber, a todo o momento, qual o ponto de situação de cada um dos projectos em curso. O programa apresenta, de forma fácil e intuitiva, informações como o número de identificação do projecto, imagem do molde, dimensões e toda a sua nomenclatura, bem como as alterações que vão sendo introduzidas e os funcionários envolvidos durante cada uma das fases de produção. «Não há excesso de informação, como acontecia com o programa anterior», explica Manuel Novo, administrador da empresa.

Com um programa que «qualquer operador está habilitado a utilizar, elimina-se o papel, rentabiliza-se tempo e mais facilmente se responsabilizam as pessoas pelo seu trabalho. Para sermos competitivos temos de ter um processo de fabrico que permita fazer mais rápido e melhor, com rigor, e envolvendo menos operações», explica o empresário.

Nesta batalha da melhoria contínua, a Erofio adquiriu ainda um software que permite fazer a maquinação contínua em cinco eixos, que se traduz na redução do tempo de fabrico do molde em cerca de 25%, para além de melhorias no acabamento e dimensões mais precisas. Uma vez mais, em causa estão ganhos de qualidade e produtividade.

«Temos de estar atentos à inovação, para que o equipamento compense o diferencial do custo de mão-de-obra, e à formação para retirar partido da máquina. Depois de amortizado, o equipamento deverá ser substituído», salienta o responsável da empresa.

A estratégia ditou o alargamento da cadeia de produção e aposta em produtos de maior valor acrescentado. Tanto na Erofio – Engenharia e Fabricação de Moldes, como na empresa ligada à engenharia e injecção de termoplásticos – a Erofio Atlântico – têm sido desenvolvidos projectos ligados ao bimaterial, uma área de valor acrescentado, em que o grupo pretende reforçar o seu posicionamento.
Os plásticos surgiram como complemento aos moldes para injectar algumas peças e testar os próprios moldes. A área dos plásticos é também a que permite recuperar alguma da margem perdida nos moldes, quando se trata de projectos que englobam as duas vertentes, explica o administrador.

Manuel Novo não se mostra preocupado com o futuro. A actuar em segmentos como os electrodomésticos, a indústria automóvel, a electrónica, jardim e cosméticos, a empresa produz para marcas de renome internacional. O volume de vendas da Erofio em 2006 rondou os quatro milhões de euros, enquanto o da Erofio Atlântico se fixou nos 900 mil euros. Actualmente, a Erofio tem em carteira um valor de encomendas de três milhões de euros e a Erofio Atlântico 1,5 milhões de euros, o que significa que, a nível de injecção de termoplásticos, se regista um duplicação do valor face ao ano anterior. Os projectos passam agora pela aquisição de novos equipamentos e redimensionamento do espaço.

Ponto forte
O software que permite ter toda a produção informatizada. A componente bimaterial, tanto na área de moldes como de plásticos. Uma equipa de trabalho com média etária baixa que permite fácil adaptação face a novas tecnologias.

Ponto fraco
A área de erosão tem de ser melhorada. O próximo investimento é nesse sentido.

Oportunidade
A complexidade dos moldes, nas áreas de injecção de trimaterial e quadrimaterial.

Ameaça
Uma eventual estagnação no desenvolvimento de polímeros.

Uma grande empresa é…
Não tem a ver com dimensão, mas com o que produz e com o posicionamento a nível nacional e internacional no seu sector. Tem de estar bem posicionada na área tecnológica e, em cooperação com os clientes, contribuir com o know how para criar riqueza.

A longevidade das empresas depende de…
Da formação contínua, caso contrário há estagnação e suicídio.

Inovar é…
Fazer amanhã mais rápido e com mais qualidade do que h

As mais lidas

Secil inaugura unidade de produção de microalgas em Pataias

A Secil inaugurou hoje, na sua fábrica em Pataias, Alcobaça, uma unidade de produção de microalgas. O projecto envolve a captação e utilização do CO2 ali gerado, por microalgas, que são depois canalizadas para os mercados que as aproveitam como ingrediente sustentável, natural e rico em compostos bioquímicos, nomeadamente para os da alimentação humana e animal. O investimento é de 15 milhões de euros.

Câmara vende Topo Norte do Estádio por 1,3 milhões para instalação das Finanças

O Município de Leiria aprovou esta terça-feira uma proposta de alienação da Torre Nascente do Topo Norte do Estádio Dr. Municipal Magalhães Pessoa, com uma área de construção de 4.500 metros quadrados, destinada a instalações para albergar e juntar num único local os Serviços de Finanças locais e distritais de Leiria. O valor da alienação do prédio é fixado em  1.339.503 euros.