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Actualidade

Augusto Mateus aborda estratégias de internacionalização

André Guerra

O economista Augusto Mateus apontou a inovação e diferenciação como aspectos primordiais na internacionalização e desenvolvimento da economia portuguesa. A intervenção decorreu no âmbito da conferência subordinada ao tema «Práticas de Internacionalização», uma organização da revista Invest/ISLA e AIP, que conta com o apoio do Leiria Económica.

O ex-ministro da Economia afirmou que «o que conta hoje é quem disponibiliza serviços às pessoas» e que o que «made in deu lugar ao distribuído por». Para Augusto Mateus, a internacionalização assenta em três princípios base: a diferenciação, a desintegração vertical e a modularidade, ou seja, a «integração de coisas que não foram feitas para encaixar umas nas outras». Acresce ainda, segundo o responsável, a importância da lógica do transaccionável.

«A internacionalização só nos serve se nos ensinar a fazer melhor, mais rápido, a mais baixo custo e não a mais baixo preço», afirmou, salientando a importância de «nos especializarmos e concentrarmos no que tem futuro: o conhecimento, a criatividade e a cultura».

«Faça-se uma internacionalização qualificada. A nossa economia é de procura e não de oferta e o valor da economia está onde há capacidade para desenvolver soluções», afirmou o economista.

Augusto Mateus defende uma «internacionalização qualificada», que gere valor, ajude a desenvolver as empresas e seja útil para o País, e deixou críticas à «protecção dos interesses instalados e desprotecção dos que geram valor».

«Há um papel para Portugal na internacionalização e é uma forma de garantir o nosso emprego», defendeu, falando para uma plateia com 130 pessoas, a maioria empresários, gestores e estudantes.

Henrique Neto defende uma «educação científica»

«As PME portuguesas devem pensar se a internacionalização é ou não importante» e, a partir daí, «definirem a sua estratégia», disse Henrique Neto, fundador e presidente do Grupo Iberomoldesl, também orador nesta conferência realizada em Torres Novas.

Para isso, o empresário defendeu a inovação e a diferenciação para o aumento da competitividade das PME e, consequentemente, para abrir caminhos à exportação, que diz ser “a primeira fase da internacionalização de uma empresa”.

Henrique Neto teceu duras críticas ao sistema de ensino português, «que não ensina a pensar», defendendo uma educação mais científica, como base do desenvolvimento económico e social do país.

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