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Empresas

Sunaitec promete revolucionar mercado de colectores solares

André Guerra e Célia Marques

As estruturas solares multifunções Sunaitec – já patenteadas e apresentadas na Sinerclima, que decorreu o mês passado na Exposalão – vêm «alterar radicalmente a forma de captação da energia do sol», revela a empresa em comunicado. Os focos de inovação introduzidos nos colectores solares térmicos traduzem-se numa maior eficiência na captação da energia solar e total integração arquitectónica nos edifícios.

O equipamento é composto por “colunas técnicas” e receptores solares em forma de tubos elípticos transparentes, que são montados em obra por módulos, permitindo substituir elementos de construção tradicionais, como os guarda-corpos de varandas e terraços, coberturas interiores e exteriores de piscinas, parques de estacionamento e sombreamento de edifícios.

Para além do aspecto arquitectónico – que se traduz em poupança de espaço e manutenção da estética dos edifícios – destacam-se novidades como a orientação solar inteligente – feita através de um microprocessador que orienta e regula a estrutura de forma a obter o máximo rendimento durante todo o ano – e o controlo absoluto de temperaturas por desalinhamento electrónico do sistema óptico concentrador.

O aquecimento de águas ao longo do ano sem recurso a qualquer fonte de energia para compensação, e a climatização dos edifícios (aquecimento e arrefecimento a partir do calor) representam outros aspectos inovadores apontados pela empresa.

O Sunaitec está também dotado de um sistema automático que elimina a sujidade da sua superfície transparente, para máximo rendimento da captação solar.

Domótica permite monitorização à distância

O Sun Aitec permite ainda conciliação com a internet, uma vez que são disponibilizadas através da rede funcionalidades ao nível da monitorização à distância do equipamento, interfaces na área da domótica (tecnologia que permite a gestão de todos os recursos habitacionais), bem como menus para uso pessoal que permitem saber, por exemplo, a energia e CO2 já poupados.

A capacidade de adaptação a outros equipamentos – já em fase de desenvolvimento – é outra característica do produto que permitirá, por exemplo, a geração eléctrica a partir do vapor.

No fabrico dos componentes dos colectores estão envolvidas mais de dez empresas, de diferentes áreas, uma estratégia de subcontratação que Amilcar Lopes, mentor do projecto, tenciona manter. A cargo da SunAitec ficam as actividades de comercialização, engenharia, desenvolvimento e apoio às empresas responsáveis pelos projectos de instalação, adianta.

A comercialização será feita por via de gabinetes de arquitectura, através das quais assegurará o mercado nacional. O responsável encara a expansão internacional sob o formato de venda de royalties, sem nunca abdicar da componente de engenharia.

A história do projecto

Amilcar Lopes tem 55 anos, é natural da Barosa, Leiria, e formou-se em engenharia aeronáutica na Academia Militar. Iniciou a actividade profissional na Força Aérea, onde esteve 29 anos, tendo rumado depois às Oficinas Gerais de Material Aeronáutico (OGMA), onde era, até há pouco tempo, director de Manutenção Aeronáutica. Os mais de 200 quilómetros que fazia por dia a caminho do trabalho foram os grandes impulsionadores do desenvolvimento dos colectores Sunaitec e de uma viragem de 180 graus a nível profissional.

Começou por construir os colectores solares lá de casa, procurando resolver os problemas que encontrava nas soluções disponíveis no mercado, quer em termos estéticos, quer de performance. Influenciado pela geometria elíptica dos aviões, criou o primeiro tubo elíptico do mercado que aplicou nas estruturas Sunaitec.

O processo de desenvolvimento foi rápido. Teve início em Novembro de 2005, em Maio de 2006 dava entrada com o projecto no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), em Novembro via disponibilizados os fundos do programa a que se candidatou no âmbito do PRIME – 80 mil euros de um investimento total que deverá rondar os 300 mil – e em Janeiro de 2007 inicia o processo de fabrico, seguindo-se a fase de testes.

É a história de um projecto made in Portugal que promete atravessar fronteiras.

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