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Actualidade

«Os custos de adiamento do projecto não podem deixar de ser considerados»

Célia Marques
cmarques@leiriaeconomica.com

A afirmação é de Artur Navarra, consultor da NAER, que esteve ontem em Leiria, num jantar-conferência promovido pela NERLEI. O responsável escusou, no entanto, revelar qual seria a sua decisão neste processo.

«Não poderia decidir sozinho. Se a única coisa que interessa são os custos, escolheria o mais barato, se querem preservar valores ambientais, seria o que menos impacto tivesse a esse nível. São decisões políticas. O laboratório não se pode sobrepor a isso», afirmou em resposta à acalorada intervenção de Narciso Mota, presidente da Câmara Municipal de Pombal, que o inquiriu no sentido de saber qual seria a sua decisão se estivesse no governo, e se «permitiria que se gastasse tanto dinheiro para decidir».

Durante a intervenção, Artur Navarra enumerou os parâmetros que são avaliados num estudo para um novo aeroporto, salientando que a primeira prioridade é garantir segurança, e que esse é o único critério que é unicamente técnico. «Tudo o resto – acessibilidades terrestres, ocupação de solos, impacto ambiental, custos – são decisões políticas, que dependem da política de transportes, de ordenamento do território, ambiental e económica», explicou o responsável.

Quanto ao estudo da CIP que aponta Alcochete como sendo a melhor localização para o novo aeroporto, o consultor considera que tem informação suficiente para justificar que seja aprofundado, mas insuficiente para comparações. «Custou menos, mas não tem uma palavra sobre custos, ou acessibilidades. Não é conclusivo. No estudo da Ota estão todos os parâmetros necessários à comparação. Um estudo com esta profundidade demora mais um ano e meio a fazer e os custos do adiamento do projecto não podem deixar de ser considerados», advertiu.

Novo aeroporto sim, solução “Portela + 1” não

O consultor da Naer justificou ainda a necessidade de um novo aeroporto, bem como a sua recusa da opção “Portela +1”.

«Precisamos de um novo aeroporto pelo perfil das nossas relações externas – económicas e afectivas – que estão concentradas em três continentes. Se não fizermos o novo aeroporto a tempo, a qualidade do actual degrada-se, as companhias perdem competitividade e procuram outros aeroportos, nomeadamente no país vizinho, que está pronto para absorver essa quota de mercado», explicou.

Quanto à dimensão desejada – e atendendo a projecções de longo prazo que estabelecem uma relação entre o crescimento do PIB dos países emissores e o tráfego que geram – «o novo aeroporto deve ter duas pistas e comportar 40 ou 50 milhões de pessoas», esclareceu.

«O primeiro motivo de recusa da opção “Portela +1” é a dimensão. O “+1” teria de comportar 27 milhões de passageiros e ter duas pistas. Não tem ponta por onde se pegue. Não há tráfego que justifique a duplicação de algumas despesas e atrasos para os utentes que prejudicam o up das companhias», explicou, salientando que também a legislação de tráfego impõe alguns obstáculos a essa repartição.

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