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Actualidade

Combustíveis: 88 postos fecharam no 1º semestre, diz Anarec

Cerca de 90 postos de abastecimento de combustíveis encerraram no primeiro semestre deste ano, muitos deles por falência, outros por se encontrarem junto a edifícios ou desrespeitarem o ambiente, segundo dados da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis, revela a agência Lusa.

«No primeiro semestre do ano fecharam 88 postos de abastecimento de combustíveis e no ano de 2006 encerraram 56», disse à agência Lusa Augusto Cymbron, presidente da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (Anarec), que considera estes números «muito elevados» e com «tendência a aumentar».

Na origem dos encerramentos está a legislação que proíbe a instalação de postos de abastecimento junto ou no interior de edifícios, o desrespeito pela qualidade ambiental e segurança e o aumento dos preços dos combustíveis, o que levou a situações de falência e pré-falência, nomeadamente nos postos junto das fronteiras com Espanha, onde os preços dos combustíveis são mais baratos, explicou.

Cerca de 1500 postos de trabalho extintos

O fecho das bombas «afectou muita gente que foi para o desemprego», adiantou o responsável, que estima que 1.500 postos de trabalho tenham sido extintos entre Janeiro de 2006 e Junho deste ano.
Para tentar manter o negócio, muitos proprietários abriram garagens ou oficinas de mecânica, mas a «bomba era o chamariz desse negócio», afirmou.

A proibição de funcionamento das bombas de gasolina junto ou no interior de prédios levou ao fecho de vários postos, tendo sido os distritos de Lisboa e Setúbal os mais afectados, segundo Augusto Cymbron.
Muitos dos tanques desses postos de combustível ainda se mantêm no local, como acontece em várias zonas de Lisboa, apesar de estarem desactivados e selados.

«Quando os proprietários dos terrenos não se importam os tanques permanecem no local. São desgaseificados, através de lavagens com água quente, e depois cheios com areia para evitar o alojamento de resíduos e libertação de cheiros», explicou, sublinhando que «é uma medida absolutamente segura».

Próximo ano pode ser «catastrófico»

A Associação Nacional de Revendedores de Combustível considera que se não forem tomadas medidas para evitar mais encerramentos, como a redução da carga fiscal sobre os produtos petrolíferos, «o próximo ano será catastrófico».

«Estamos contra terem fechado tantos tanques que tinham condições e cumpriam a legislação», frisou, justificando que muitos deles foram encerrados por incapacidade de muitas autarquias em responder às solicitações dos revendedores.

O responsável deu como exemplo uma operação da Autoridade se Segurança Alimentar e Económica (ASAE) que decorreu no ano passado e que levou ao encerramento de 50 postos de abastecimento de combustíveis.

A maioria dos postos fechados na altura não exibia selo válido de controlo metrológico (que afere que pelas mangueiras passa a quantidade de combustível paga) obrigatório e renovado anualmente por vistoria das autarquias, que desde 2002 têm a competência do licenciamento de construção e exploração dos postos de abastecimento.

Dificuldade de abastecimento à noite

«Muitas autarquias não têm meios para isso. Têm meios de cobrança para licença, mas não têm equipamentos de medição para verificação dos níveis de controlo metrológico. Se aparecer a ASAE, como apareceu e que é muito rigorosa, encerra os postos», sustentou.

Augusto Cymbron adiantou que já se começa a sentir dificuldades em abastecer em Lisboa, principalmente à noite, e alertou para não acontecer como em França, que acabou com todas as bombas no interior das povoações, obrigando os automobilistas a abastecerem-se nas vias rápidas.

Segundo dados da Anarec, existem entre 2.200 a 2.400 postos de abastecimento de combustíveis em Portugal.

LE com Lusa

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