Javascript desactivado

Para completa funcionalidade deste site é necessário activar o JavaScript. Aqui estão as instruções de como activar o JavaScript no seu navegador.

Empresas

Produto alemão Batalha

(Artigo publicado na Revista Leiria Global, editada pelo Jornal de Leiria e distribuída com a edição de 12/07/2007 do semanário)

Cafeteiras alemãs Tefal e Rowenta made in Batalha. É o reflexo do processo de internacionalização da Simplastic, que desde sempre procurou maximizar as exportações. Vinte cinco anos de actividade ligada à produção de pequenos electrodomésticos e componentes em plástico para a área industrial.

Há dez anos exportava 30% da produção. Hoje praticamente tudo, nomeadamente pequenos electrodomésticos, que representam 70% das vendas que se destinam, sobretudo, ao mercado europeu.

Na altura em que a Simplastic produzia termos para líquidos, a Arábia Saudita e Israel revelaram-se grandes mercados, mas a identificação de novas oportunidades levou a uma reorientação estratégica com vista à produção de outros produtos e ao enfoque em mercados europeus.

«A envolvente mudou. Na altura não havia concorrência asiática ilegítima, resultado do Conselho Europeu não barrar a entrada de produtos com dumping na Europa. Éramos mais competitivos, existiam incentivos à exportação das PME, com que hoje ninguém se preocupa, porque as multinacionais impõem-se ao Estado», explica José Monteiro, sócio-gerente da empresa.

Se existem elementos do palco da competitividade internacional de difícil mutação, outros há que podiam ser alterados. O empresário refere-se ao custo dos combustíveis e da energia eléctrica – que penalizam a competitividade das empresas portuguesas – e às paragens de fornecimento da energia, pelas quais ninguém se responsabiliza. «A AIP e a NERLEI têm pressionado a EDP, mas infelizmente o associativismo não é suficiente para demover os poderes instalados», acusa o empresário.

Acrescem as questões fiscais, a parca celeridade no reembolso do IVA, a existência de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) para empresas industrias, calculado com os mesmos critérios de uma empresa comercial (em função da área), obrigando a que a indústria pague tanto como um estabelecimento comercial.

Em causa está ainda a rigidez da legislação laboral, que não permite responder a picos de produção, o que se traduz na perda de encomendas. «Devia existir um conjunto de incentivos para as PME, começando por estas questões e acabando em mecanismo para incentivar as exportações em vez do consumo interno», salienta, relembrando «que o actual crescimento das exportações é reflexo dos negócios da Petrogal para exportar gasolina e não da melhoria da nossa indústria».

Parcerias com marcas de prestígio e sacrifício de margens

Com estes constrangimentos, manter a competitividade no mercado internacional passa muito por «estabelecer alianças com marcas de prestígio e centrar a produção em produtos de elevada qualidade e valor acrescentado, cumprindo prazos de entrega e sacrificando as margens», adianta.

A Simplastic vai continuar centrada no mercado europeu, sobretudo em países como a Alemanha e França, «que apresentam grandes massas de consumo, mais estabilidade e maior proximidade», explica.
A angariação de novos clientes é feita através de participação em feiras internacionais na Alemanha e Itália, apresentação de catálogos, envio de e-mails e publicações em revistas internacionais.

Nos últimos três anos a Simplastic assistiu à estabilização da facturação e alguma perda de rentabilidade, resultado do esmagamento das margens por via da descida do preço de venda e agravamento dos custos.


Ponto forte
Ter dimensão para estar no mercado internacional mais especializado. O reconhecimento enquanto empresa certificada, que produz alta qualidade, e com um prestígio que resulta do histórico da garantia de cumprimento de prazos.

Ponto fraco
Estar num país periférico, com uma gestão que em nada contribui para que as empresas exportem.

Oportunidade
Países de Leste, como a Polónia, que assistem a um aumento do poder de compra.

Ameaça
A China, enquanto for permitido que faça dumping nos produtos. Seca a matéria-prima na Europa, inflacionando o seu preço, e depois coloca cá o produto acabado a um preço inferior ao da matéria-prima.

Linha directa com o governo
Fortes incentivos fiscais e a questão energética, com urgência. A complexidade e morosidade do IAPMEI no que respeita a projectos de investimento também não tem justificação.

As mais lidas

Secil inaugura unidade de produção de microalgas em Pataias

A Secil inaugurou hoje, na sua fábrica em Pataias, Alcobaça, uma unidade de produção de microalgas. O projecto envolve a captação e utilização do CO2 ali gerado, por microalgas, que são depois canalizadas para os mercados que as aproveitam como ingrediente sustentável, natural e rico em compostos bioquímicos, nomeadamente para os da alimentação humana e animal. O investimento é de 15 milhões de euros.

Câmara vende Topo Norte do Estádio por 1,3 milhões para instalação das Finanças

O Município de Leiria aprovou esta terça-feira uma proposta de alienação da Torre Nascente do Topo Norte do Estádio Dr. Municipal Magalhães Pessoa, com uma área de construção de 4.500 metros quadrados, destinada a instalações para albergar e juntar num único local os Serviços de Finanças locais e distritais de Leiria. O valor da alienação do prédio é fixado em  1.339.503 euros.