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Actualidade

Portugal abre centro de negócios em Singapura

Portugal vai abrir um Centro de Negócios em Singapura que irá coordenar a promoção portuguesa no Japão, na Malásia e, futuramente, no Vietname, disse à agência Lusa o presidente da AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.

Basílio Horta explicou que o Centro de Negócios de Singapura irá funcionar, em termos de coordenação, nos mesmos moldes do Centro de Xangai, que coordena o trabalho de Pequim e Macau.

Este novo centro de negócios vai, por agora, trabalhar com Tóquio, embora o presidente da AICEP queira ter uma representação individual a breve prazo também na Malásia e, no futuro, no Vietname, país que nos últimos anos tem vindo a crescer como local de concentração industrial e que tem «um crescimento económico muito grande», disse.

A reorganização asiática da AICEP está directamente relacionada com as prioridades do Governo, estando agora Portugal representado nos países e nos mercados considerados «prioritários», explicou Basílio Horta.

Centro de Distribuição de Produtos Portugueses em processo de reorganização

Também em processo de reorganização está o Centro de Distribuição de Produtos Portugueses, a ser edificado no Parque Industrial Transfronteiriço entre Macau e a cidade continental de Zhuhai.
«Tive uma reunião longa com a Nam Kwong [parceiro chinês do projecto] e percebi que havia dificuldades em registar a sociedade por vários formalismos que não eram cumpridos», disse.

«O que foi acordado foi fazer um plano de negócios sobre o que se espera seja o Centro, os produtos que são prioritários, que canais de distribuição se pretende utilizar e, depois, pegar no plano, ir para Portugal e interessar empresas no projecto», explicou Basílio Horta, ao salientar que espera ter o Centro a funcionar no primeiro trimestre de 2008.

O presidente da AICEP acrescentou também que Portugal tem grandes empresas de distribuição que podem estar interessadas no projecto do Centro, defendeu a injecção de mais capital do que os 500 mil euros previstos caso exista necessidade real e sustentou que o mais importante é «ter um centro que funcione, não ter um papel assinado».

Basílio Horta acrescentou ainda que o Centro não irá funcionar na perspectiva de fornecedor Macau, porque o antigo território sob administração portuguesa «é a porta de entrada para a China e os produtos terão de ser espalhados pela China».

LE com Lusa

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