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Empresas

Atravessar fronteiras para manter o ritmo

Célia Marques

(Artigo publicado na Revista Leiria Global, editada pelo Jornal de Leiria e distribuída com a edição de 12/07/2007 do semanário)

É de países como Angola, Moçambique Argélia, Marrocos, Bulgária e Roménia que advém cerca de 10% da facturação total da Lena Construções. Além fronteiras, a empresa factura 26,84 milhões de euros e emprega 476 colaboradores.

Dando corpo à vocação da Lena Construções e do Grupo Lena – crescer de forma orgânica – a construtora há muito que atravessou fronteiras e deixou de parte os constrangimentos da distância psicológica. Continuar a registar os índices de crescimento pretendidos, «num período em que o País está em estagnação económica», é a principal motivação inerente ao seu processo de internacionalização, explica a administração da Lena Construções, salientando ainda a intenção de proporcionar «oportunidades de carreira únicas aos quadros da empresa, motivando-os e fidelizando-os».

Mas a expansão da actividade no mercado internacional exige não só uma dose de audácia, como alguns cuidados: «a empresa deve ter uma posição de estabilidade e consolidação ao nível nacional, deve ser detentora de know-how e dimensão que lhe permita responder às necessidades», adianta. Os recursos humanos assumem um papel central. Neste ponto, a administração da empresa destaca o imperativo de ter «pessoas de valor, com cultura da empresa, que garantam os mesmos princípios nos vários mercados e respectiva fidelização dos clientes». Por último, mas não menos importante, é preciso que seja detentora de «capacidade técnica e financeira que lhe permita um retorno a médio, longo prazo».

Na Lena Contruções a gestão internacional é, numa primeira fase, assegurada essencialmente por gestores portugueses. A política da empresa passa por adaptar o modelo de gestão nacional nos mercados internacionais, «uma situação que só é possível, no imediato, quando se possui uma equipa conhecedora do modelo de gestão, com larga experiência na aplicação desse modelo e com disponibilidade para abraçar o desafio da internacionalização», salienta.

Quanto aos resultados da actividade exercida “fora de portas”, a administração reconhece estarem em linha com os objectivos traçados. Actualmente, a Lena Construções encontra-se a consolidar a sua presença nos países onde já está implantada, através «do alargamento do espectro de obras em carteira, de forma sustentada», para ter «capacidade de resposta aos novos desafios» e poder «encarar o futuro com maior serenidade». A empresa admite estar atenta ao mercado, não descurando novas oportunidades de investimento que possam vir a surgir.


Ponto forte
Know-how e audácia.

Ponto fraco
Inerente a qualquer organização, a adaptação a novas realidades e necessidades de melhoria contínua.

Oportunidade
Mercados emergentes.

Ameaça
Língua, diferenças culturais, de organização do próprio país.

Conselho a quem internacionaliza
Ter uma posição de estabilidade no mercado nacional, uma estrutura consolidada, capacidade produtiva e financeira. Enfrentar a internacionalização com pessoas que tenham a cultura da empresa.

Linha directa com o governo
Maior acompanhamento nacional às empresas em processo de internacionalização.

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