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Empresas

Acompanhar os clientes

Célia Marques

(Artigo publicado na Revista Leiria Global, editada pelo Jornal de Leiria e distribuída com a edição de 12/07/2007 do semanário)

Depois de marcar presença com a Moviter no mercado espanhol, o Grupo Movicortes prepara-se para avançar para Angola. Internacionalizar é a única forma de garantir dimensão para inovar, qualificar e desenvolver.

No país vizinho o Grupo marca presença com a representação da marca Hitachi e das marcas coreanas e japonesas de tractores que representa em Portugal. «A Hitachi acreditou na capacidade da Moviter para cobrir Espanha, o nosso mercado de expansão natural. O mercado nacional é muito pequeno, e está em contracção, quer no sector de maquinaria agrícola, quer nas obras públicas. O processo de internacionalização assegura a dimensão que permite inovar, qualificar e desenvolver. Neste negócio há uma escala mínima. É preciso crescer para ter estruturas qualificadas», explica José Ribeiro Vieira, presidente do Conselho de Administração do Grupo Movicortes.

Mas não é só o alargamento do mercado que está em causa. Trata-se ainda de acompanhar o movimento de internacionalização dos clientes. É nesta óptica de acompanhamento que o Grupo Movicortes tem marcado presença em Angola, resultado da venda de equipamentos a grandes e médios empreiteiros portuguesas, que têm avançado para aquele país, e aos quais é preciso garantir assistência técnica. O mesmo acontece em alguns países africanos de língua francesa, como o Senegal e a Mauritânia.

Os resultados do processo de internacionalização estão à vista: Espanha representa 30% da facturação total do Grupo, um valor que tem tendência a crescer, uma vez que irá alargar o leque de marcas a representar naquele mercado, numa lógica de diversificação de risco. «Os espanhóis recebem bem os portugueses e ficam espantandos com a nossa facilidade em aprender línguas, que é para nós uma grande vantagem», adianta José Ribeiro Vieira, justificando o interesse naquele mercado.

Portugal não tem dimensão, «mas pode ganhá-la voando, saindo de cá. Podemos exportar know-how na área da engenharia, que é reconhecida em todo o mundo. Quanto a vantagens competitivas no mercado espanhol, o empresário reconhece que a Hitachi, sendo uma marca de excelência, faz parte do trabalho por si. Acresce o facto de a empresa ter uma dimensão média e flexibilidade, capazes de garantir uma grande proximidade ao cliente e um serviço pós-venda cuja qualidade é por ele reconhecida.

A Movicortes pretende ainda exportar na área do vinho, depois de um avultado investimento que realizou numa herdade e adega no Alentejo.


Ponto forte
Lidar com uma marca de topo e ter uma boa relação com os clientes. Ser reconhecido como um bom player no sector.

Ponto fraco
Esforço de gestão, sobretudo a nível de recursos humanos, para acompanhar as oportunidades. Primeiro quem, depois o quê. É preciso ter os recursos humanos no sítio certo.

Oportunidade
Espanha: previsão de um crescimento contínuo nos próximos cinco anos. Angola: facto de ser um país novo e com dinheiro. Oportunidades noutros países africanos onde as empresas portuguesas são apreciadas.

Ameaça
Eventual recessão no mercado espanhol e alto risco em Angola.

Um conselho a quem internacionaliza
Tratar os assuntos de forma séria para que possa ser, e ter, boas referências.

Linha directa com o governo
Colocar as embaixadas ao serviço da actividade económica. Deviam ter, pelo menos, um adido comercial.

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