Javascript desactivado

Para completa funcionalidade deste site é necessário activar o JavaScript. Aqui estão as instruções de como activar o JavaScript no seu navegador.

Actualidade

Sector da pedra sente-se ameaçado

Os representantes do sector da extracção de pedra afirmam que a proposta de Revisão do Plano de Ordenamento do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC) restringe o desenvolvimento do sector, anunciando a sua morte, revela o Oeste online.

As acusações foram feitas segunda-feira, durante a sessão pública de esclarecimento. Em causa está a impossibilidade de criar mais zonas de extracção, estando os industriais obrigados à recuperação das pedreiras já licenciadas, de forma a poderem ampliar até 10% a área de extracção, um valor que os industriais não aceitam, invocando que «assim, há pedreiras que estarão esgotadas dentro de pouco tempo».

A Associação Portuguesa dos Industriais de Mármore, Granitos e Afins acusa, na voz de Miguel Goulão, o Instituto de Conservação da Natureza (ICN) e o PNSAC, de «sobreposição dos valores ambientais aos valores do sector da extracção de pedra, quando o que seria de esperar era a sua compatibilização, tirando aos industriais a oportunidade de desenvolvimento sustentável», cita o Oeste online. Uma opinião partilhada pelo representante da Associação de Produtores de Calçada Portuguesa, que afirmou «não ver no documento um enquadramento que permita aos industriais trabalhar legalmente, sob pena de não conseguirem manter as suas empresas».

Pereira dos Santos (ICN) e José Alho (PNSAC) contrariam acusações dos industriais

Pereira dos Santos, o arquitecto paisagista do ICN responsável pelo Plano, defende que este «salvaguarda os recursos do Parque Natural, que não pretende acabar com o sector da exploração de inertes, limitando-se a adequar as normas ao património que entretanto foi identificado, tornando-se mais ou menos restritivo em função dos valores que existem hoje». Afirma ainda que «os valores socio-económicos da extracção de pedra são inquestionáveis e foram levados em conta no estudo». No entanto, sendo uma actividade responsável por alterações profundas da morfologia do solo, é necessário estabelecer regras para o seu exercício, que implicam a sua recuperação.

José Alho, presidente do PNSAC, afasta a «morte anunciada» do sector, defendendo um período de vida útil para as pedreiras «na ordem dos 20 anos, havendo alguns casos que atingem os cem anos», adianta o Oeste Online.

Os autarcas das zonas mais afectadas pelo Plano de Ordenamento do PNSAC mostraram-se solidários com os industriais da extracção de pedra, salientando a importância que o sector tem para a economia local.

LE com Oeste Online

As mais lidas

Secil inaugura unidade de produção de microalgas em Pataias

A Secil inaugurou hoje, na sua fábrica em Pataias, Alcobaça, uma unidade de produção de microalgas. O projecto envolve a captação e utilização do CO2 ali gerado, por microalgas, que são depois canalizadas para os mercados que as aproveitam como ingrediente sustentável, natural e rico em compostos bioquímicos, nomeadamente para os da alimentação humana e animal. O investimento é de 15 milhões de euros.

Câmara vende Topo Norte do Estádio por 1,3 milhões para instalação das Finanças

O Município de Leiria aprovou esta terça-feira uma proposta de alienação da Torre Nascente do Topo Norte do Estádio Dr. Municipal Magalhães Pessoa, com uma área de construção de 4.500 metros quadrados, destinada a instalações para albergar e juntar num único local os Serviços de Finanças locais e distritais de Leiria. O valor da alienação do prédio é fixado em  1.339.503 euros.