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Actualidade

Vela: de hobbie a negócio

Célia Marques
(Artigo publicado na revista 250 Maiores Empresas do Distrito de Leiria, editada pelo Jornal de Leiria e publicada a 26/10/2006 com o JdL e 29/10/2006 com o Público)

A vela atravessou-se na vida de Pedro Custódio há cerca de seis anos, quando procurava um escape para o excesso de horas dedicadas ao trabalho, curiosamente, na fábrica de velas, mas de cera, o negócio que herdou da família.

Começou por ter aulas de vela, tirou três cursos e o gosto pela actividade – uma mistura entre a tranquilidade do mar e a azáfama de afinar velas e cabos – levou-o a comprar um barco em segunda mão, pouco tempo depois. Há cerca de dois anos, passou do barco em segunda mão para um Dufour 34. Encantado com as performances do veleiro avançou com o projecto de uma equipa de regata, para o qual conseguiu o patrocínio da Galp energia, juntamente com a Sensia, uma marca de velas perfumadas, tendo conseguido bons resultados na classe IRC B.

Em Janeiro deste ano surgiu a oportunidade de ficar com a representação exclusiva da Dufour-Yachts em Portugal, e a vela transformou-se também num negócio. Na Descobreventos, a empresa que criou para o efeito, conta com o apoio do timoneiro da equipa de regata, Miguel Guimarães, que pratica vela desde os oito anos, e que Pedro Custódio convidou para seu sócio, juntamente como Paulo Pereira, com grande reputação na manutenção e assistência de barcos.

Em apenas seis meses, somam seis veleiros vendidos, uma performance que os leva a antecipar a venda de 12 barcos Dufour durante o próximo ano, o que representa uma facturação na ordem dos 1,8 milhões de euros.

Sendo uma actividade de grande destaque e importância em Espanha, e no resto da Europa atlântica e mediterrânea, Pedro Custódio antecipa uma maior aproximação dos portugueses ao mar, até porque já se vai perdendo a ideia que é demasiado caro, comparativamente aos custos inerentes a uma casa de férias. «Um veleiro é uma casa de férias e de fim-de-semana, com a vantagem de ser móvel e de se poder viajar até todas as praias e portos do mundo, movido por uma das melhores ‘energias alternativas’, o vento», explica.

Alugar um veleiro uma semana por um grupo de seis pessoas é de valor equivalente a ir de férias para a neve, e as aulas de vela são ao preço das aulas nas escolas de futebol. «É uma questão cultural, mas não tenho dúvidas que Portugal vai voltar a valorizar a relação com o mar, pois foi essa relação que outrora fez de nós heroicamente o maior império do mundo», finaliza.

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