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Actualidade

«A Flexisegurança exige um espírito cívico que evita o risco moral»

Célia Marques
cmarques@leiriaeconomica.com

A Flexisegurança «é um conceito interessante, mas não podemos flexibilizar o desemprego, porque não podemos aumentar o subsídio de desemprego», disse Bagão Félix, terça-feira, em Santarém, no âmbito das conferências «Os desafios das PME», promovidas pela revista Invest e pelo ISLA.

Segundo o ex-ministro das Finanças do Governo de Santana Lopes, para o português, «um aumento do subsídio de desemprego significa que vale a pena continuar desempregado», disse, adiantando que a Flexisegurança «exige um espírito cívico que evita o risco moral».

«A solução não passa por aí, até porque, ao contrário do que se diz, o despedimento hoje não é difícil», salientou, explicando que «segurança de emprego é diferente de segurança no emprego».

Bagão Félix adiantou ainda que «valia a pena discutir essas matérias em termos de Constituição», dado o seu «desajustamento, sobretudo na parte económico social», sob pena de estarmos «a fabricar offshores constitucionais».

Bagão defende reforma parcial e critica política natalista

Bagão Félix, que incidiu a sua intervenção na reforma da Segurança Social, disse defender um modelo de «reforma parcial», que permitisse passar a trabalhar em part-time e receber 50% da pensão.

Bagão Félix deixou também uma crítica às políticas natalistas, ao afirmar que «não é com mais dois ou três euros de abono de família que se incentiva a natalidade». Segundo o responsável, «as políticas natalistas têm de fazer-se por via da flexibilização e conciliação de tempos», explicou, referindo ainda que se pagam mais fundos comunitários para abater uma oliveira do que para nascer uma criança.

Relativamente às reformas previstas na segurança social, Bagão Félix disse que as medidas são aceitáveis, mas que a questão essencial passa por saber se «para poupar 0,2% do PIB em 2050 existem, ou não, alternativas políticas», afirmou, salientando que «o custo das SCUT [auto-estradas em regime de portagens virtuais, cujos custos são suportados pelo Estado] é superior a isso».

«Não nos podemos fechar na segurança social. É uma questão de prioridades políticas», justificou.

Redução de impostos seria «precipitada ou oportunista».

Para o ex-ministro das Finanças do Governo de Santana Lopes uma redução de impostos neste momento seria «ou precipitada ou oportunista». Bagão Félix considera que «não é o momento oportuno para reduzir impostos, porque o défice ainda é perfeitamente ilusório».

«Enquanto o défice for défice, estamos a passar para as gerações futuras o pagamento da dívida. A dívida é o valor actual de impostos futuros», disse.

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