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Empresas

Válvulas em silicone, uma inovação a nível mundial

Célia Marques

(Artigo publicado na revista 250 Maiores Empresas do Distrito de Leiria, editada pelo Jornal de Leiria e publicada a 26/10/2006 com o JdL e 29/10/2006 com o Público)

A diferença entre uma garrafa de água que esguicha e outra que liberta o líquido em jacto está nas válvulas em silicone desenvolvidas e patenteadas, a nível mundial por um cliente americano, em parceria com a Aquaplásticos.

Trata-se de uma empresa do universo Grandupla, sedeada na Marinha Grande e vocacionada para o fabrico de embalagens e de artigos em plástico para a área alimentar. A aposta no desenvolvimento de produto é, de resto, o que garante às empresas lideradas por Virgílio Botas, clientes oriundos da Alemanha, Holanda, Espanha e França, Suíça, Itália e Estados Unidos, uma distância significativa atendendo a que, na maior parte dos casos, é o transporte de ar que está em causa.

A venda de embalagens para destinos tão longínquos assenta na competitividade, resultado da atenção prestada ao cliente e ao produto, bem como do cumprimento dos prazos. «Ter 55 máquinas a trabalhar em simultâneo gera confiança ao cliente, significa que a produção não pára», explica o empresário, que conta com uma larga experiência na indústria de transformação de plásticos.

«Somos teimosos na melhoria do produto, apresentamos e resolvemos problemas aos nossos clientes, apostamos no que gostariam de ter e apertamos as margens. É assim que competimos com as melhores fábricas de plástico da Europa. Ganhando menos, conseguem-se clientes também para aquele produto em que o factor preço é determinante», adianta.

Tanto a Aquaplásticos como a Grandupla produzem embalagens alimentares e farmacêuticas, o que obriga a certificação adequada e a produzir em sala branca, particularmente na Aquaplásticos, o que envolveu a instalação de um sistema de climatização e pressurização, e de exaustão de fumos e poeiras.

Aposta em produtos de valor acrescentado

A estratégia dita a aposta em produtos de maior valor acrescentado, que compensem os de menor margem – como as embalagens de detergentes – o que obriga a uma procura constante por novos projectos e mercados.

«A nossa mão-de-obra já não é barata, não porque os empregados ganhem muito, mas porque a mão-de-obra asiática e do Leste ganha menos, e os encargos e impostos são crescentes. A nossa competitividade neste campo deixa muito a desejar. Ter 150 colaboradores obriga a fugir de mercados de margem reduzida», salienta Virgílio Botas.

Actualmente, o mercado externo tem forte peso na facturação, tendo sido conquistado «com o rigor do desenvolvimento de produto e apoio técnico», explica o empresário, dando como exemplo um cliente alemão, detentor de uma prestigiada marca de artigos para bebé. Da mesma forma que a perícia dos técnicos no desenvolvimento de uma «serigrafia que resiste aos álcoois mais fortes» viria a conquistar o mercado espanhol.

A Grandupla foi pioneira no IML em Portugal, uma técnica que consiste na impressão do rótulo na própria embalagem pelo processo de moldação, o que garante a sua permanência mesmo a baixas temperaturas – ideal em embalagens que vão ao frigorífico – o que não acontece com os rótulos correntes, que acabam por descolar.

Inovador, em Portugal, é também o processo de quadricomia que utiliza em diversos produtos, como os copos de gelado da “Olá”, e que garante a fantasia mais colorida que se possa imaginar, partindo de uma base de quatro cores.

No segmento de garrafas de água produzidas em pet, em que a Aquaplásticos tem a Serra da Estrela como cliente, a aposta recai na qualidade e assistência 24 horas por dia, e nas garrafas lisas para as águas de sabores.

Ainda no campo da inovação, destaca-se a co-extrusão, uma nova embalagem composta por cinco camadas de matéria prima (incluindo duas de filtro UV e uma de reciclado), que permite uma melhor conservação do produto e, consequentemente, um prazo de validade superior.

Em causa estão as embalagens para maionese, mostarda, ketchup e outros molhos. A oportunidade para uma nova solução de embalagem nasceu da percepção de que o tomate era apanhado em Portugal e embalado em Inglaterra. A Aquaplásticos criou-a com êxito e é a única fábrica do país que possui uma máquina capaz de as fazer.

Exportações dispararam nos últimos cinco anos

Tudo somado, está garantida a saída diária de seis a sete camiões de produto, de um armazém de 5600 metros quadrados. Pelo mostruário, percebe-se porque diz Virgílio Botas que os seus produtos estão em 95% dos lares portugueses: embalagens de manteiga, azeite, óleo, vinagre, sal, água, gelados, molhos, detergentes e shampoos. Em causa estão cerca de 1300 modelos.

Em 2005, a Grandupla facturou 11 milhões de euros (mais 9,5 por cento face ao ano anterior), sendo que a Aquaplásticos – a fábrica que concentra os produtos de maior valor acrescentado – é responsável por quase 30 por cento desse valor.

Com a estratégia de diversificação e aposta em produtos de valor acrescentado, a empresa conseguiu subir a percentagem de produção exportada de 5 por cento em 2000, para 50 por cento em 2005. O objectivo é chegar aos 85 por cento em 2009, e para tal a empresa vai investir cerca de 600 mil euros no aumento da capacidade de produção.

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