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Empresas

Molde avança com produção de azulejo “sensorial”

Célia Marques

(Artigo publicado na revista 250 Maiores Empresas do Distrito de Leiria, editada pelo Jornal de Leiria e publicada a 26/10/2006 com o JdL e 29/10/2006 com o Público)

Depois de 14 anos de actividade dedicados à produção de cerâmica decorativa e utilitária, assente em conceitos personalizados e tendo como destino o segmento médio alto, Joaquim Caetano, fundador da Molde, encontrou na produção de azulejo com características diferenciadoras uma forma de diversificar a oferta e flexibilizar a produção.

Actualmente – defende – a produção não pode ter uma incidência de mão-de-obra superior a 40 por cento, sob pena de se perder competitividade relativamente a outros países.

O processo de fabrico é o da cerâmica tradicional e a Molde só produz azulejo que transmita uma forte identidade, através de conceitos sensoriais: efeitos visuais resultantes de jogos de formas e cores, ou da textura dos azulejos com relevo. A estratégia passa por apostar no produto que a produção industrializada não consegue fazer, e colocá-lo a funcionar de forma diferente, brincando com cores e padrões. É o trabalho personalizado, assente no design, que marca o Azulejo XXI, defende Joaquim Caetano, administrador da empresa sedeada nas Caldas da Rainha.

Para a azulejaria, os canais de distribuição são essencialmente os arquitectos e empresas de decoração de interiores. Numa empresa que durante 18 anos praticamente só exportou, os mercados externos não podiam deixar de estar contemplados, como demonstra a participação em feiras nos Estados Unidos, Dubai e Espanha.

Cerca de um ano de investigação, foi o tempo que antecedeu o arranque da produção que marca agora o ano zero e envolveu um investimento na ordem dos 500 mil euros, em equipamento de cozedura e vidração mas, sobretudo, na implementação da estratégia comercial. Em 2006, o peso dos azulejos no total de facturação será de apenas 5,6 por cento, mas o objectivo é atingir os 50 por cento em 2010.

«O maior problema é a falta de ética a uma escala global»

Tudo o resto é planeamento, comunicação com os recursos humanos, qualidade na peça e no serviço e flexibilidade industrial, essencial num mundo cada vez mais aguerrido. «As mudanças que o sector atravessa não são cíclicas. Resultam de problemas de competitividade estruturais e o que está em causa não é a incapacidade ou a concorrência desleal, mas a falta de ética a uma escala global», defende o empresário.

A Molde, que emprega 200 pessoas, exporta quase 100 por cento da produção. Em Portugal fica apenas o que canaliza para as duas lojas que tem de venda directa ao público, uma no Freeport, outra no Campera. A terceira loja da Molde está implantada em Madrid. Em 2005, a empresa facturou dois milhões de euros, antecipando, para este ano, uma subida para os quatro milhões de euros e seis milhões em 2007.

Quanto a mercados de destino, são essencialmente quatro: França; Inglaterra, Estados Unidos e Noruega. Este último com um aspecto peculiar: embora absorva apenas 15 por cento das exportações, a distribuição é assegurada através de uma rede do género Tuperware, o que soma 400 vendedores de venda por catálogo.

Eixo assente no mercado

A estratégia é diferenciada para cada um dos mercados, e tendo em atenção que «o mercado francês é o que dita a moda, o que significa que aquilo que vender em França, à partida, também venderá nos Estados Unidos», defende. Neste sector – adianta – quem tem o eixo na produção dificilmente vinga, porque o eixo deve estar assente no mercado, num conceito de design, ajustado ao que os clientes procuram.

Na Molde há uma equipa de designers que estuda o mercado em conjunto com o cliente. A solução passa por fazer diferente do que os chineses fazem e apostar no segmento médio alto, aquele que valoriza a qualidade e o design, explica Joaquim Caetano, o empresário que há 18 anos decidiu mudar da indústria da construção para a da cerâmica, «porque a montante e a jusante daria mais sonho». Um sonho que irá proporcionar em visitas de turismo à fábrica, já no próximo ano.

Em 1992, a Molde foi distinguida com o Prémio Nacional de Design para a Indústria e em 2001 premiada com o Galardão Nacional do Trabalho Seguro.

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