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Actualidade

Mais de 30 empresas da indústria têxtil deslocalizaram-se para a China

Mais de 30 empresas portuguesas da indústria têxtil e do vestuário já garantem produção na China, segundo indica um responsável do sector em declarações ao jornal Correio da Manhã, revela o Diário Digital.

A duas semanas do primeiro-ministro, José Sócrates, partir em visita oficial à China, acompanhado por cerca de 70 empresários, Paulo Vaz, director da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATVP), faz o diagnóstico da situação: «Há mais de 30 empresas que fazem negócios regulares com a China e, se calhar, estou a ser conservador», noticia o CM na edição de sábado.

Segundo aquele responsável, a deslocalização do fabrico dos artigos para a China «vai retirar encomendas e produção cá [Portugal]», o que resultará num «decréscimo das exportações com origem em Portugal, que são substituídas por exportações com origem na China ou na Índia».

«…Não é uma situação catastrófica»

Para Paulo Nunes de Almeida, presidente da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), «dentro do realismo que as circunstâncias exigem, não é uma situação catastrófica. Estamos a lutar com as nossas armas e a fazermos um esforço muito grande para sermos competitivos, com uma aposta em produtos de maior valor acrescentado», disse em declarações ao Diário de Notícias.

Segundo aquele diário, dois anos volvidos sobre a entrada em vigor da liberalização mundial do comércio têxtil, vestuário e calçado, a indústria portuguesa sobreviveu ao embate e até está a recuperar, embora à custa do esmagamento de margens.

«Não são ainda conhecidos os valores finais do ano, mas tudo indica que a haver variação, seja positiva ou negativa, será inferior a 1%. O que significa que a indústria têxtil e vestuário reagiu bem e recuperou, inclusivamente, de outros factores conjunturais difíceis, como o aumento elevado dos custos da energia em 2006 e a evolução cambial desfavorável do euro face ao dólar», adiantou ao DN.

«Há uma tendência para esmagar margens, é certo, mas a verdade é que sinto que há da parte dos empresários uma vontade enorme de dar a volta à situação», disse ainda Paulo Nunes de Almeida.

Já Orlando Lopes da Cunha, presidente da Associação Nacional das Indústrias do Vestuário e Confecção (ANIVEC/APIV), considera que «Esta foi uma liberalização unilateral, sem um comércio livre e justo».

«As grandes multinacionais têm todo o interesse em adquirir os produtos na China, porque em vez de comprarem a 10 compram a um… e continuam a vender a 20». Por isso, salienta, nos últimos dois anos «os preços à saída de fábrica caíram cerca de 36%, mas para o consumidor só caíram 0,3%».

LE com Correio da Manhã e Diário de Notícias

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