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Actualidade

Índia: oportunidade para empresas que queiram investir lá

Célia Marques
cmarques@leiriaeconomica.com

Oportunidades na Índia sim, mas para empresas portuguesas que queiram investir lá, nomeadamente em áreas como o turismo ou indústria automóvel, revela Henrique Neto, administrador da Iberomoldes, que acompanhou a visita presidencial àquele país. No conjunto – defende – a Índia não será um país para Portugal fazer bons negócios.

«Vejo oportunidades no turismo – os hotéis são estupidamente caros e a gastronomia pouco imaginativa – nos sapatos e no sector automóvel, que está em forte crescimento, com a fixação de fábricas de marcas como a Renault e BMW, que vão precisar de componentes. Mas tudo numa óptica de investimento local: produzir lá, para vender lá e acelerar ainda mais o desenvolvimento. Estamos a falar de custos de produção muito diferentes. Embora seja um país complexo, tem a vantagem de ser mais organizado e mais seguro do que a China, e da comunicação ser também mais fácil», explica o empresário.

Segundo Henrique Neto, os indianos revelam uma postura de elevada auto-confiança, estão a crescer, têm dinheiro e um grande dinamismo. «Não vejo que necessitem de Portugal. Cerca de 90% dos contactos que fizeram comigo tinham como objectivo vender. Estava convencido que existiriam oportunidades nas obras públicas, e existem, mas não creio que estejam a contar com empresas estrangeiras», explicou ao Leiria Económica.

«(…) Com este mix, como vendemos moldes na Índia?»

No que respeita ao sector dos moldes, em que a Iberomoldes se insere, Henrique Neto descreve a existência de fábricas com uma realidade completamente diferente da nossa. Em causa está um salário mensal de 100 dólares, trabalho em três turnos sem subsídio de turno e uma semana de trabalho de seis dias. «Com este mix, como vendemos moldes na Índia? Se pudesse pôr rodas nas fábricas…», disse o empresário, salientando, no entanto, que a filosofia da empresa não tem passado pela deslocalização, e que esta não é equacionável no momento actual. Por outro lado, afirma, o mercado dos moldes não está a crescer: «ou se produz num lado, ou no outro».

Questionado relativamente a eventuais oportunidades em áreas de maior valor acrescentado, Henrique Neto relembra a existência de grandes empresas, que concorrem directamente com a Microsoft e IBM, bem como de um nível de formação muito elevado.

«Ao estrangeiro compram aviões, equipamento militar e centrais nucleares, mas não é, obviamente, a Portugal», finaliza o empresário, mostrando não compreender o optimismo que se criou em torno da visita.

«A Índia é mais brainware que software»

Um país que tem tanto de pobreza como de potencial, sobretudo em sectores de capital intensivo e obras públicas. «A Índia é mais brainware que software», revela Paulo Silva, director-geral da Plasdan, salientando que a engenharia civil é uma das áreas em que Portugal estará mais à vontade para vender àquele país.

Quanto aos moldes, «existem algumas oportunidades, mas têm de ser segmentadas», adiantou, referindo-se à embalagem e indústria automóvel, «embora a Índia também tenha fábricas de moldes e um bom nível de formação», salienta o empresário.

Relativamente a oportunidades para investir localmente, Paulo Silva relembra o que tem vindo a acontecer, nomeadamente na área das tecnologias de informação, em que a Índia detém as maiores empresas do mundo, bem como na indústria de aço.

Para os portugueses, «uma ou outra oportunidade, na área dos moldes e obras-públicas», adianta.


Leia aqui os artigos que integram o destaque que o Diário Económico publicou ontem relativamente à visita à Índia.

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