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Empresas

Ajudar os clientes a vender

Célia Marques

(Artigo publicado na revista 250 Maiores Empresas do Distrito de Leiria, editada pelo Jornal de Leiria e publicada a 26/10/2006 com o JdL e 29/10/2006 com o Público)

A Caldesign resultou da intersecção dos objectivos e sonhos de três ex-alunos da Escola Superior de Design das Caldas da Rainha. Foi em 2000 que Raquel Abreu, Nuno Fernandes e Eduardo Sousa arregaçaram as mangas, sem nunca imaginar a abrangência da missão que os esperava.

Num meio em que pouco se valoriza o design industrial – ainda encarado como o “fazer umas coisas giras” – o maior desafio é abrir os horizontes de quem os procura.

A Caldesign existe para «incutir sucesso comercial nas empresas, ajudar os clientes a vender», explica Raquel Abreu. É uma missão que obriga a pensar à escala global, a ter em atenção, não só a parte criativa, como os fundamentos técnicos, a sua exequibilidade, os materiais a aplicar, os custos que acarreta e, acima de tudo, o que o mercado quer. É preciso ter conhecimento, e sensibilidade, para perceber se o mercado vai aceitar o produto.

O processo inicia-se com um relação de parceria com o cliente, trabalhada caso a caso, em que a Caldesign faz uma avaliação do potencial da empresa, a nível de capacidade produtiva, tecnologia e dos mercados em que se posiciona. «Neste processo, é importante que o cliente demonstre abertura e não tenha receio de mostrar as fragilidades da empresa. Por vezes não sabem o que procuram, nem quanto querem, ou realmente podem, investir, ou que mercados estão em causa. Sabem apenas que precisam de aumentar as vendas», adianta a jovem designer.

Depois do levantamento, a Caldesign apresenta uma proposta que potencie a capacidade instalada da empresa e lança mãos à obra no desenvolvimento do produto, sem se desvincular da sua componente comercial, ou desresponsabilizar pelos resultados que venham a ser atingidos.

O design é uma ferramenta fundamental para desenvolver uma indústria que «está de quarentena e vai sucumbir, sobretudo porque não sabe vender», adverte Eduardo Sousa, salientando «a falta de estratégia comercial e de competências, num país que se habituou a ser a China da Europa, e em que a maior parte das PME está centralizada numa pessoa só».

O mercado é muito rápido e a intuição não é suficiente para vingar. «É preciso competitividade, o que não significa trabalhar mais, mas diferente», defende. Embora a Ásia represente uma mais valia na produção, é a Europa que dita as tendências, o que obriga a ter mais profissionais no desenvolvimento de produto, com uma solução sempre pronta a captar novos clientes.

Marca própria na área do mobiliário

Para além da componente de prestação de serviços, a Caldesign tem apostado também na edição própria. Neste contexto, a participação em certames em Inglaterra, Espanha, França, Dinamarca e Japão assume especial importância, inclusive na promoção de Portugal no exterior.

A edição de produtos de marca própria será reforçada na área do mobiliário, em parceria com fabricantes e com uma rede de comercialização. Trata-se de uma área em que Portugal devia apostar, enquanto a Ásia não se sente preparada para produzir mobiliário para a cultura ocidental – defendem. «Temos design, preço, know how, tecnologia, empresas sobrecapacitadas e clusters importantes. Só nos falta organização», salienta Eduardo Sousa.

A Caldesign está habilitada a trabalhar com toda a indústria e na carteira de clientes surgem nomes com a Sonae Indústria (mobiliário kit), Zenite (torneiras) e HydroAluminio (mobiliário com base em alumínio), estando a decorrer negociações com a espanhola Zara Home.

Parcerias com o mercado asiático

As exportações surgem por via indirecta, através dos clientes que têm de Norte a Sul do país e de parcerias firmadas na Ásia, para onde criam objectos para o lar, que depois são vendidos em cadeias de lojas na Europa e Estados Unidos. O mercado externo representa um quarto da facturação da Caldesign, que guarda 2006 como o seu melhor ano.

A empresa tem ainda uma parceria com arquitectos e construtores, um consórcio que se dedica sobretudo à remodelação e recuperação de edifícios, e assina com o nome “Faz”, representativo do conceito “chave na mão”. Neste grupo de empresas, a Caldesign assume-se como o elo de ligação entre o arquitecto, o construtor, o fornecedor de materiais e o cliente.

Embora cientes que tudo seria mais fácil noutro país, a Caldesign está para ficar. «Trabalhar com a indústria numa óptica de crescimento e sucesso. É um desafio e uma missão, primeiro cá dentro», afirmam os jovens empresários.

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