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Empresas

Mostrar o outro lado dos objectos

Célia Marques

(Artigo publicado na revista 250 Maiores Empresas do Distrito de Leiria, editada pelo Jornal de Leiria e publicada a 26/10/2006 com o JdL e 29/10/2006 com o Público)

João Sousa, informático e Marisa Gomes, designer industrial, são os fundadores da Bleach, uma empresa da Marinha Grande que presta serviços de design gráfico, design de web, design de interiores e de produto, para clientes e para a marca própria: a “Objects by Bleach Design”.

A área de design de produto é, de resto, a que apresenta maior potencial de crescimento, e é nela que a Bleach pretende apostar. Em causa estão peças de design de autor, edições limitadas e numeradas, produtos destinadas a um segmento de mercado elevado, ao coleccionismo de peças contemporâneas. Os clientes para este segmento estão, quase na totalidade, no mercado externo, nomeadamente em países como Espanha, Itália, Inglaterra, Austrália, Nova Zelândia, China e Estado Unidos.

A participação em certames internacionais, como o Salone Satellite em Milão, no qual participaram em 2005, revela-se essencial ao processo de lenta afirmação no mercado, até porque «a relutância do mercado nacional leva que seja preciso vender primeiro lá fora, para vender cá dentro», explicam. A newsletter mensal que enviam para os quatro cantos do mundo tem-se revelado a forma mais eficaz de angariar novos clientes.

A prestação de serviços representa 70 por cento da facturação, enquanto da venda de produto próprio, essencialmente para lojas de decoração, advém o remanescente, embora este segmento deva atingir os 80 por cento, dentro de um ano. Entre 2004 e 2005 a facturação da Bleach cresceu 60 por cento, enquanto de 2005 para 2006 a subida ascendeu a 40 por cento, embora seja mais importante crescer em volume de exportações do que em facturação.

O investimento inicial já foi recuperado, e o realizado posteriormente, no desenvolvimento de produto de marca própria, será recuperado este ano. Uma performance que permite pensar em mudar de instalações, para um prédio antigo que estão a recuperar na Marinha Grande, e onde a empresa terá o show room e espaço destinado à logística e ao armazenamento.

Conceitos e ideias, à velocidade que o mundo corre

A Bleach aposta numa conjugação pouco convencional de materiais, no que de melhor há em Portugal, tanto a nível de ideias como de matérias-primas e produção.

O objectivo passa por revelar o outro lado dos objectos e a demonstrá-lo está o catálogo de produtos próprios da empresa, composto de objectos utilitários, ou de decoração, como a jarra preta Message in a Bottle, com espaço reservado à escrita de mensagens com giz, ou os copos de pé alto com pé de azulejo, que juntos formam um desenho. Acresce o prato de pizza que marca o número de calorias do pedaço que se levou à boca, ou a “brincadeira” em torno das antigas terrinas de centro de mesa.

A empresa firmou uma parceria tecnológica com a Corticeira Amorim, para a concepção de produtos baseados em cortiça, aplicações que vão para além da sua utilização comum. Exemplo disso são os bancos e candeeiros de cortiça comercializados pela Bleach.

Os produtos de marca da Bleach encontram-se em lojas como a Fabrica (Benetton), Space Invaders (Faro), e Pé Destro, com lojas no Pestana Viking Hotel e Pestana Levante Hotel.

O portfolio da empresa inclui ainda toda a decoração de interiores e o desenvolvimento de mobiliário, para o Chico Lobo Bar, na Praça Rodrigues Lobo, em Leiria, e da colecção de mobiliário urbano em GRC (cimento reforçado com fibra de vidro) para a Sit Urban, bem como desenvolvimento de produto para a colecção própria da Corticeira Amorim.

“Impossible objects”

A Bleach tem também em desenvolvimento uma linha de “Impossible Objects”, que consiste em fazer, através de prototipagem rápida, aquilo que de outra forma não seria possível, e que levará a efeito através de uma parceria com o CENTIMFE.

Exemplos? Um conjunto de jarras entrelaçadas num processo de fabrico único e sem juntas, ou esculturas de cadeiras que já nasceram ligadas entre si.

De uma forma simples, a prototipagem rápida representa ter uma caixa de pó e um laser, que assume o papel do artesão: à medida que vai queimando o pó, faz surgir a peça, gozando da vantagem de ir onde mão nenhuma chegaria.

A comercialização dos primeiros “Impossible Objects” está prevista para o final do ano.

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