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Empresas

KLC, um pequeno entre gigantes

Célia Marques

(Artigo publicado na revista 250 Maiores Empresas do Distrito de Leiria, editada pelo Jornal de Leiria e publicada a 26/10/2006 com o JdL e 29/10/2006 com o Público)

Qualidade do produto, excelência do serviço, proximidade ao cliente, produtividade, eficiência, flexibilidade e política anti-desperdício. É assim que a KLC, uma PME da Marinha Grande vocacionada para o fabrico de plástico técnico, consegue competir com as melhores multinacionais europeias do restrito grupo de empresas que fornece este tipo de produtos.

Não vale a pena «tentar encontrar bodes expiatórios, porque o inimigo não está na Ásia, nem o Leste. Está dentro da própria empresa. É importante que nos concentremos em novos métodos de gestão e na motivação dos colaboradores, porque é isso que faz com que sejamos altamente competitivos e capazes de responder aos clientes que procuram qualidade e flexibilidade», explica Pedro Colaço, director-geral da KLC.

Aos “chavões da gestão”, «perfeitamente identificados, mas difíceis de colocar em prática», acresce o posicionamento em segmentos de elevado valor acrescentado, como o automóvel e de telecomunicações.

Os componentes em plástico técnico que a KLC produz integram os automóveis da BMW e Alfa Romeo (frentes de rádio e outros elementos do cockpit) e os telemóveis Nokia, Motorola e Vodafone (partes da frente e detrás, caixas para baterias e peças para GPRS).

É do segmento automóvel (60 por cento) e de telecomunicações (30 por cento) que advém a quase totalidade dos 5,5 milhões de euros de facturação registados em 2005, e que representaram um crescimento de 30 por cento face ao ano anterior. O restante distribui-se por componentes eléctricos para electrodomésticos, e indústria farmacêutica, para a qual a KLC já produziu injectores de insulina. Para este ano, a empresa estima um crescimento de facturação entre 10 a 15 por cento.

Na KLC o trabalho não se esgota na transformação do granulado. As operações de decoração (tampografia, serigrafia, lacagem e laser) e montagem – com níveis de automatização ponderados em função do custo/resultado – representam para a empresa uma oportunidade para inovar e se diferenciar.

A produção é canalizada para os montadores e tem como destino final o mercado externo, incluindo o asiático, que Pedro Colaço encara como uma oportunidade, e que surgiu por via do cliente de um fabricante de moldes que também precisava de produção. Dos mercados com maior peso, destacam-se a Alemanha, França, Itália, Espanha, Canadá e Estados Unidos.

Capital misto, gestão portuguesa

O convite para criar a empresa surgiu de um cliente alemão – a Keune & Lauber – na altura em que Pedro Colaço era técnico comercial na indústria de moldes. Assim nascia uma empresa de capital luso-germânico e gestão cem por cento portuguesa. Culturas diferentes obrigam a que uma empresa com colaboradores portugueses, tenha um português como interlocutor, explica Pedro Colaço. Enquanto os alemães ficam «espantados com nossa flexibilidade, com as soluções em tempo recorde e com a nossa eterna vontade de ajudar alguém em perigo», nós devemos aprender com eles «método e planeamento, e a escrever as experiências e procedimentos. Trata-se de proteger o nosso know how», adianta.

Nova unidade de produção em 2008

O balanço de 13 anos de actividade é positivo e dita a expansão do negócio. A KLC tem previsto, para 2008, um investimento numa nova unidade de produção, com as mesmas valências, mas de dimensão quatro vezes superior à actual, e que dará emprego a 200 pessoas (face às actuais 100). O objectivo passa por aumentar a capacidade produtiva e diversificar a base de clientes nas áreas em que a KLC é mais especializada. O objectivo número um são os Estados Unidos, «que foram a correr para a China, e agora procuram a qualidade europeia», explica o gestor.

Maior desafio? «Cumprir as metas da qualidade mantendo-se competitivo. Porque há sempre mercado para a qualidade, e é possível competir com gigantes!», finaliza.

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