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Empresas

Iber-Oleff e Plasdan associam-se ao Programa MIT-Portugal

Célia Marques
cmarques@leiriaeconomica.com

Duas empresas do distrito de Leiria – Iber-Oleff e Plasdan – associaram-se ao programa assinado entre o Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) e o Estado português. São dez as empresas portuguesas envolvidas numa das áreas de intervenção previstas no Programa: Engenharia de Concepção e Sistemas Avançados de Produção. As empresas comprometem-se a utilizar o conhecimento enquanto factor diferenciador, dando corpo à filosofia subjacente a todo o Programa. Objectivo: melhorar a competitividade a nível internacional.

Em contrapartida, a actividade de investigação a desenvolver na área de intervenção em causa (que se focará em três sectores alvo: automóvel, aeronáutica e dispositivo médico), incidirá sobre temas de grande relevância para a estratégia das empresas que se associaram ao Programa.

«O trabalho a desenvolver em doutoramentos e mestrados no âmbito do Programa terá em atenção os inputs específicos de cada uma das empresas associadas», explicou ao Leiria Económica, António Cunha, presidente da Escola de Engenharia da Universidade do Minho e coordenador nacional da Programa MIT-Portugal para a área da Engenharia de Concepção e Sistemas Avançados de Produção.

O objectivo passa por ajudar as empresas a subir na cadeia de valor, criando condições para que produzam produtos maior complexidade e valor acrescentado e acedam a novos mercados. Com o reforço das suas capacidades técnico-industriais, as empresas verão incrementada a competitividade a nível internacional.

O que exige o Programa às empresas parceiras

No âmbito do acordo assinado, as empresas comprometem-se a duplicar as despesas internas em I&D até ao final de 2009, devendo atingir, em média, 6% do total da facturação no período 2007-2013, segundo um comunicado do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Outro dos requisitos passa pela contratação de doutorados em proporções semelhantes às «melhores práticas internacionais», o que significa que deverão garantir 30 novos contratos de doutores até ao final de 2009, assim como 60 novos contratos de especialistas nos próximos cinco anos, nomeadamente no âmbito dos especialistas a formar no contexto do Programa MIT-Portugal.

As empresas têm ainda de impulsionar o registo internacional de patentes, garantindo que conseguirão quadruplicá-lo até 2009, com referência aos valores registados a nível internacional em 2005, e a duplicar o seu envolvimento em projectos de I&D no âmbito do Programa Quadro europeu de I&D.

Subir a fasquia das vendas

«É natural que as empresas que têm um nível elevado de I&D e forte ligação às universidades e centros de investigação sejam incentivadas a transformar isso em vendas e crescimento, explicou ao LE, Paulo Silva, director-geral da Plasdan.

Para aquele responsável, o acordo representa um esforço coordenado, que vem trazer uma dimensão prática à estratégia da empresa: «marcar a liderança em produtos altamente tecnológicos e com elevado nível de diferenciação».

«Trata-se de trazer o desenvolvimento tecnológico do plano estratégico para o operacional», afirma, salientando a importância de encontrar no mercado «actores que permitam materializar essa estratégia de uma forma coordenada».

Ser uma das dez empresas na área da engenharia «representa o reconhecimento de que a Plasdan tem uma boa capacidade de desenvolvimento, visão estratégica e potencial para atingir os objectivos estabelecidos», explica, adiantando que a cooperação e as sinergias entre empresas que actuam na área automóvel pode vir a ser muito interessante. «Espero que este seja um forte acto cooperativo entre empresas que se posicionam em actividades complementares», finaliza.

Impulso ao sector automóvel

Como um dos objectivos do acordo passa por contribuir para o desenvolvimento estratégico do sector automóvel em Portugal, é a AutoEuropa que vai liderar o grupo de trabalho, disponibilizando todo o apoio logístico necessário ao desenvolvimento desta área temática.

«Ao estimular a pesquisa e desenvolvimento em empresas que actuam no sector automóvel, a competitividade e atractividade da indústria portuguesa sai reforçada», afirmou à Lusa Emílio Saenz, director-geral da AutoEuropa.

«Sabemos que temos de melhorar o nosso posicionamento estratégico através de novos e contínuos desenvolvimentos em engenharia de produto e de processo que contribuam definitivamente para a produtividade de toda a cadeia de fornecimento», adiantou Saenz.

Fundação para a Ciência e Tecnologia financia Programa

O protocolo assinado com a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) abrange, para já, dez empresas de origem industrial, mas está aberto a participações de outras que se queiram comprometer com os objectivos definidos para este grupo.

A FCT compromete-se a financiar o Programa MIT-Portugal, nomeadamente no que respeita às equipas de docentes e investigadores no MIT e nas instituições de I&D nacionais na área de Engenharia de Concepção e Sistemas Avançados de Produção.

A Fundação prestará ainda apoio à formação avançada de recursos humanos e à contratação, pelo CEIIA – Centro de Excelência e Inovação da Indústria Automóvel, de investigadores doutorados e bolseiros de investigação, por um período de cinco anos, que desenvolverão actividades em colaboração com as empresas do sector e com as instituições de I&D.


Sobre o Programa

Áreas de intervenção previstas no âmbito da engenharia

A área transversal de Sistemas de Engenharia, a desenvolver em parceria com o Massachusetts Institute of Technology (MIT), envolve quatro áreas temáticas: Energia, Transportes, Biotecnologia e Engenharia de Concepção e Sistemas Avançados de Produção.

O acordo em causa insere-se na área de Engenharia de Concepção e Sistemas Avançados de Produção e terá a equipa nacional assente na Escola de Engenharia da Universidade do Minho, na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e no Instituto Superior Técnico, envolvendo ainda diversos centros de investigação e unidades de interface associadas a estas instituições.

Esta área conta também ainda com a colaboração activa do CEIIA – Centro de Excelência e Inovação da Indústria automóvel e da Inteli.

Instituições participantes

o Escola de Engenharia, Universidade do Minho (UM)
o Centro Algoritmi
o IPC – Instituto de Polímeros e Compósitos
o Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP)
o INEGI: – Instituto d Engenharia Mecânica e Gestão Industrial
o EXPMAT – Mecânica Experimental e Novos Materiais;
o NOTEPAP – Novas Tecnologias e Processos Avançados de Produção
o ISR Porto – Instituto de Sistemas e Robótica
o LEPAE – Laboratório de Engenharia de Processos, Ambiente e Energia
o Instituto Superior Técnico, Universidade Técnica de Lisboa (IST)
o ICEMS – Instituto de Ciência e Engenharia de Materiais e Superfícies
o IDMEC – Instituto de Engenharia Mecânica
o IN+ – Centro de Estudos em Inovação, Tecnologia e Políticas de
Desenvolvimento

Laboratórios Associados

o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores do Porto, INESC-Porto
o IDMEC: – Instituto de Engenharia Mecânica – Unidade de Concepção e Validação
Experimental

Parceiros empresariais e institucionais:

o VW Autoeuropa
o Amorim Industrial Solutions
o Celoplás
o Iber-Oleff
o Inapal Metal
o Inapal Plásticos
o Manuel da Conceição Graça
o Plasdan
o Simoldes Plásticos
o Sunviauto
o TMG Automotive
o CEIIA; Centro de Engenharia

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