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Actualidade

Projecto de aeronáutica de Évora representa oportunidade para empresas de moldes da região

Célia Marques
cmarques@leiriaeconomica.com

Rui Marques
rmarques@leiriaeconhomica.com

O projecto do grupo aeronáutico francês GECI Internacional, previsto para Évora, pode representar uma oportunidade para as empresas de moldes da região, afirmou ao Leiria Económica, Leonel Costa, presidente da CEFAMOL, a associação do sector, salientando, no entanto, não ter conhecimento de que tenham sido estabelecidos contactos nesse sentido.

«É uma oportunidade interessante, na medida em que podem ser criadas sinergias que potenciem uma nova área de negócio para a indústria de moldes portuguesa», afirmou Leonel Costa.

Segundo aquele responsável, «o investimento estrangeiro que prevê aplicação de alta tecnologia é sempre bem-vindo, mas o Estado devia negociar um conjunto de contrapartidas, no sentido de estabelecer que seja dada prioridade a empresas portuguesas que demonstrem capacidade técnica para fornecer os projectos em causa», adiantou, salientando a importância de se retirar partido do know how existente em Portugal.

Leonel Costa adiantou ainda que a CEFAMOL tem estabelecido alguns «contactos de proximidade com a área da aeronáutica, mas não neste projecto em particular». De qualquer forma, o Skylander representa «uma oportunidade e estamos, obviamente, receptivos a eventuais contactos», finalizou.

«Se o projecto estiver financiado, então estaremos interessados»

Contacto pelo Leiria Económica, no sentido de saber se a Iberomoldes abandonou por completo a área da aeronáutica com a venda da Listral, ou se teria interesse neste projecto, Henrique Neto, presidente do Grupo, esclareceu que venda da Listral não representa o abandono total da área da aeronáutica. Referindo-se ao projecto SkyLander, Henrique Neto adiantou que «depois de várias reuniões que não deram em nada», concluiu tratar-se de um projecto «demasiado vago e indefinido, com o qual o Estado não se havia comprometido».

Comentando notícia publicada ontem, dando conta de que o Skylander será tratado pela Agência Portuguesa para o Investimento (API) como Projecto de Interesse Nacional (PIN), Henrique Neto afirmou que caso o projecto esteja financiado, por uma entidade pública ou privada, «então estaremos interessados. Não estamos interessados é em financiá-lo, e pareceu-me que antes de o fornecer teria de o financiar», explicou.

«A empresa promotora do projecto é de engenharia e não tencionava sub-contratar a engenharia em Portugal. A engenharia era feita pelos franceses e vinha com um valor muito elevado, que não nos foi explicado», sustentou o empresário, salientando que há aspectos que devem ser questionados, nomeadamente «porquê um investimento destes em Évora».

Grupo Vangest em conversações com a GECI Internacional

Vítor Oliveira, administrador do grupo Vangest, reconheceu ao Leiria Económica que o grupo está conversações com a GECI Internacional, negociações essas iniciadas em final de 2005, «que têm evoluído positivamente, ficando claro que o potencial de cooperação é grande, a diferentes níveis, desde as tecnologias de informação, até à fabricação de componentes e subconjuntos», salientou.

«Sendo esta uma área em que a concorrência é Global, estou certo que a proximidade das empresas da região só se transformará em vantagem se for atingido um grande nível de competitividade, sendo que a indústria de moldes nacional detém know-how que pode estar na base de uma lógica de forte cooperação com este, e outros projectos, ligados à aeronáutica», adiantou aquele responsável.

«Dentro da estratégia de desenvolvimento do Grupo Vangest está em curso a instalação de uma unidade de produção exclusivamente vocacionada para a aeronáutica que será inaugurada no próximo mês de Outubro», revelou ainda Vítor Oliveira, contextualizando as conversações estabelecidas com a GECI Internacional.

O Leiria Económica contactou o Madan Parque, o agente promotor do Skylander, no sentido de saber se está previsto o envolvimento de empresas, associações, ou centros tecnológicos do distrito no projecto, não tendo obtido, até ao momento, resposta.

Sobre o Skylander

Skylander representa investimento de 125 milhões de euros

Se tudo correr dentro do previsto, arranca em Outono o projecto que visa a construção de aviões Skylander em Évora, um investimento que ascende a 125 milhões de euros e que prevê a criação de cerca de mil postos de trabalho.

A empresa promotora do projecto, a Sky Aircraft Industries, resulta de uma parceria entre capitais franceses, da GECI Internacional (consórcio de engenharia aeronáutica), e portugueses, e conta com o apoio do governo e da Câmara Municipal de Évora.

O primeiro Skylander deverá voar em 2009, altura em que se passará a produzir uma média anual de 72 aviões, destinados, quase na totalidade, para exportação. O volume de exportações do Skylander está estimado em 300 milhões de euros por ano, o que representa cerca de 18% das exportações anuais da AutoEuropa.

Num prazo de 15 anos, a empresa estima uma produção total de 900 aviões e um volume de negócios na ordem dos três mil milhões de euros, adiantou à agência Lusa, José Elias de Freitas, administrador executivo do Madan – Parque de Ciência, entidade que apoia a concretização de investimentos da fileira aeronáutica para o Alentejo.

O projecto da Sky Aircraft Industries vai atrair para o aeródromo de Évora outras nove empresas portuguesas e estrangeiras da fileira aeronáutica.

API considera Skylander como Projecto de Interesse Nacional (PIN)

O projecto Skylander vai passar a ser tratado pela Agência Portuguesa para o Investimento como Projecto de Interesse Nacional (PIN), segundo comunicado conjunto emitido ontem, citado pela Agência Lusa.

Com a atribuição do estatuto PIN, o investimento de 125 milhões de euros «passa agora a ser acompanhado pela API junto de todas as entidades responsáveis ou participantes» na formalização do projecto, afirma a Agência Lusa, citando um comunicado da GECI-Internacional.

Para Serge Bitboul, presidente da GECI, «com o Skylander, Portugal vai entrar no clube restrito dos construtores aeronáuticos, de uma forma privilegiada, pois toda a cadeia de valor fica no país, e internaliza tecnologias inovadoras a que de outro modo seria difícil aceder», adianta.

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