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Empresas

Iberomoldes concentra esforços na engenharia de produto

Para fazer face ao momento mais crítico da indústria de moldes nos últimos trinta anos, e depois dos percalços com a Listral e Sun Cook, a Iberomoldes concentra esforços na engenharia de produto e aposta em alianças. Quem o afirma é Henrique Neto, presidente da empresa, em declarações à Revista Exame. Recorde-se que a Iberomoldes é uma das 23 empresas que equaciona a entrada na Bolsa portuguesa, segundo revelou recentemente o semanário Expresso.

É pela unidade de engenharia de produtos que passa a estratégia de Henrique Neto para o Grupo Iberomoldes. Trata-se de uma área que, apesar de ter já 15 anos no grupo, representa apenas cinco dos 62 milhões de euros da facturação global, dois milhões dos quais advindos do cliente Samsonite.

A Iberomoldes está a reunir-se de parceiros que ajudem a incrementar a área que desenvolve as malas Samsonite, os sistemas para os esquentadores da Vulcano, capacetes e outros produtos para a Polisport, sendo que a primeira parceria já nasceu com a CWJ, especialista em componentes eléctricos e electrónicos da Figueira da Foz. Juntas vão fornecer máquinas de raio X para dentes, para o grupo Kodak em França, revela ainda a Exame.

O objectivo passa por utilizar o know how e tecnologia para alavancar o crescimento em áreas que compensem o facto da Iberomoldes ter crescido apenas 3 a 5% nos moldes, nos últimos anos. Segundo Henrique Neto, as encomendas de moldes caem a pique no Ocidente desde que as indústrias deslocalizaram a sua produção para a China, Taiwan e Coreia.

No entanto, afirma, «Portugal apresenta ainda mais valias, como o facto de ter mão-de-obra mais barata do que outros países», pelo que «se daqui a dois anos tivermos resistido mais do que os alemães e norte-americanos, teremos condições para voltar a crescer e a investir».

Área automóvel também em dificuldades

Também a área dos componentes automóveis passa por dificuldades, apesar de ser a mais rentável, com crescimento na ordem dos 10 a 15% ao ano. Segundo o empresário «estamos em guerra», com a Autoeuropa a pressionar os fornecedores para descerem os preços 20 a 30%.

Sobre rumores de que estaria de saída do Brasil, onde o Grupo possui uma fábrica na área dos componentes automóveis, Henrique Neto afirma à Exame que não existe nenhuma intenção de sair e que embora a empresa não tenha a rentabilidade de uma empresa portuguesa, está em breakeven.

Aposta na energia eólica

Depois do fracasso da Sun Co, a empresa fundada para comercializar o sun cook (forno a energia solar) e que estará em vias de ser comprada por uma empresa Suíça, a Iberomoldes estuda a possibilidade de lançar um gerador doméstico, a energia eólica, revela Henrique Neto.

Aeronáutica: Iberomoldes “obrigada” a vender posição da Listral

Quanto à Listral, Henrique Neto conta que foi vendida contra vontade, «por um valor ridículo de 120 ou 130 mil euros. Depois da saída da API Capital da Listral, através da venda dos seus 25% à Ogma (da qual a Embraer se tornou a maior accionista depois da privatização), se a Iberomoldes não vendesse ficaria «isolada e sem margem de manobra», explica Hanrique Neto, salientando que a cedência da quota da API Capital à Ogma já estava prevista, desde sempre, num acordo parassocial que concedia à Ogma uma opção de compra dos 25% da API, acordo esse firmado à revelia da Iberomoldes.

Na China com estratégia defensiva

Quanto à presença na China, é assegurada por dois chineses e dois portugueses, afirma o empresário, explicando que «se a Volvo quiser um novo tablier, nós concorremos ao projecto. Se precisarmos de 50 moldes no valor de dois milhões de euros, posso produzir a metade mais complicada em Portugal e trazer da China a parte mais simples. Reduzo 500 mil euros no projecto global, sem comprometer a qualidade», explica.

Reportagem na íntegra na edição de Julho da Revista EXAME

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