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Actualidade

Henrique Neto suspeita de interesses partidários

O ex-dirigente socialista e empresário Henrique Neto suspeita que «interesses partidários» estejam a interferir nos negócios de milhões de euros das contrapartidas para empresas portuguesas da compra de material militar por parte do Estado a consórcios estrangeiros.

Em declarações à Lusa, o antigo deputado do PS e presidente da empresa Iberomoldes (Marinha Grande) estranha o silêncio dos sucessivos governos nesta matéria, adiantando que entrou no processo das contrapartidas da compra de material militar, um negócio avaliado entre 2,6 a 3 mil milhões de euros, a convite da Escom, do Grupo Espírito Santo.

Pelos contratos assinados pela Iberomoldes – e que foram mediados pela Escom -, os consórcios Agusta/Westland, fornecedores dos helicópteros EH 101 ao Estado português, e a HDW, vencedor do concurso dos submarinos, comprometeram-se a encontrar clientes para exportações da empresa da Marinha Grande.

Os produtos a exportar pela Iberomoldes – peças em fibra de carbono – seriam destinados aos sectores da aeronáutica e da indústria automóvel, em particular para as multinacionais da BMW, Jaguar e Mercedes.

Essas encomendas, afirmou, deveriam atingir um valor global de cerca de 50 milhões de euros, mas, até hoje, nenhum dos contratos de contrapartidas com a sua empresa foi cumprido, o que o leva a concluir estar perante «um escândalo».

«Se os governos anteriores (PSD/CDS-PP) negociaram mal os acordos de contrapartidas militares, é muito estranho que o actual executivo (do PS) não diga isso em público, até porque na política é sempre com rapidez que se passam culpas para o passado», aponta o empresário, que levanta a hipótese de existirem «negócios menos claros» neste processo.

«Pode haver negócios menos claros no processo das contrapartidas militares. Não devo evitar as palavras: existem suspeitas que há interesses partidários metidos nisto. Não é normal que dois partidos se sucedam no poder e tenham comportamentos exactamente iguais numa questão em que o interesse nacional está claramente expresso», afirma Henrique Neto.

O presidente da Comissão Permanente de Contrapartidas (organismo dependente dos ministérios da Defesa e da Economia), Rui Neves, apenas reconhece «atrasos graves» na execução das contrapartidas pela adjudicação dos helicópteros EH 101 ao consórcio Agusta/Westland.

«De todos os contratos em vigor só podemos fazer balanços com os contratos relativos aos submarinos, no valor de 1,2 mil milhões de euros, e dos helicópteros, no valor de 400 milhões de euros, porque todos os outros estão em início de execução. No caso dos submarinos, estão neste momento cumpridos mais de 40 por cento [dos projectos de contrapartidas] e esses 40 por cento têm muito a ver com um conjunto de encomendas colocadas nos estaleiros de Viana do Castelo», refere o presidente da Comissão Permanente de Contrapartidas (CPC).

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