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Actualidade

Governo aprova investimentos de 225 milhões nas vidreiras

A industria videira da Marinha Grande, que representa cerca de 50% da produção nacional de vidro de embalagem, está a investir milhões em melhoramentos. Em causa estão os projectos da BA Vidro (ex-Barbosa &Almeida) , Vidrala/Ricardo Gallo, Santos Barosa e Crisal da Marinha Grande e Saint-Gobain/Vidreira do Mondego,. Os investimentos visam a renovação de fornos, uma necessidade periódica do sector, já que os fornos duram, em média, entre oito e dez anos.

Há cinco contratos de investimento preparados para aprovação em Conselho de Ministros, já negociados pela Agência Portuguesa para o Investimento (API). São, no total, 225 milhões de euros que o ministro da Economia garante que receberão ‘luz verde’ esta semana. O sector investe na renovação de fornos, apesar dos preços da energia e dos custos de emissão de CO2, revela a edição de hoje do Diário Económico.

Da ronda realizada pelo mesmo diário junto das empresas investidoras conclui-se que os projectos não contemplam aumentos significativos de produção. A Crisal – fabricante de copos de vidro vendida pela Vista Alegre ao grupo norte-americano Libbey no início de 2005 – é a que prevê o aumento mais substancial, de 30%. Os restantes contam com uma subida de capacidade marginal.

Uma estratégia de substituição justificada pela situação da procura. Em 2005, as vendas das seis fábricas instaladas em Portugal cresceram 2%, em linha com a evolução dos anos anteriores, de acordo com os dados da Associação da Associação do Indústria de Vidro de Embalagem (AIVE).

Custos de produção sobem

Além de não ter espaço para crescimento, a indústria está condicionada pelo Protocolo de Quioto e pelos preços da energia. «Os custos dispararam em 2005 e voltaram a fazê-lo este ano, sempre crescimentos de dois dígitos», diz Joaquim Romão, administrador da Vidreira do Mondego e actual presidente da AIVE. A factura energética pesa 30% nos custos de produção, segundo o presidente da BA Vidro, Jorge Alexandre.

«Tentamos passar uma parte para os clientes, mas estes também estão muito pressionados pelas cadeias de distribuição». À subida da energia, soma-se o aumento de outras matérias primas, como a soda, e ainda os custos de transporte, sublinham Pedro Barosa, presidente da Santos Barosa e Carlos Martins, director-geral da Crisal.

Com este enquadramento, o crescimento orgânico está afastado das estratégias empresariais. Nos últimos anos, a expansão na Europa, e também na Península, tem sido feita à custa de aquisições. No final da década de 90, a Barbosa & Almeida comprou uma fábrica em Espanha. Em 2003, os espanhóis da Vidrala compraram a portuguesa Ricardo Gallo e no ano passado voltaram a investir com a compra de duas fábricas, em Barcelona e Itália, derrotando a proposta da BA. Entretanto, a Sotancro, sedeada na Amadora, foi à Galiza comprar a Vidriera del Atlântico. Agora é a própria Sotancro que está à venda, tendo a BA como candidata à compra.

PRIME com mais dinheiro para os grandes investimentos

Segundo o Diário Económico, o PRIME – Programa de Incentivos à Modernização da Economia tem mais 125 milhões de euros para financiar os grandes projectos de investimento que o Governo tem vindo a anunciar. O reforço orçamental, aprovado no último Conselho de Ministros, resulta da reprogramação financeira realizada nos vários Programas Operacionais do actual Quadro Comunitário de Apoio (QCA).

Os 125 milhões agora atribuídos acrescem aos 531 milhões de euros que o PRIME tinha disponíveis para investir este ano, ou seja até ao fim do QCA. O programa operacional gerido pela Economia deparava-se com a escassez de recursos para atender ao nível de compromissos – final de 2005, o PRIME tinha comprometido 108,4% do orçamento global (2000/06) – e, em simultâneo, financiar novos projectos candidatos às linhas de apoio ainda abertas e que correspondem às prioridades do Governo, como a inovação ou a formação de ‘clusters’ em torno do têxtil, calçado, da energia. A estas duas frentes, acresce a pressão financeira protagoniza pelos grandes projectos industriais. Só para a nova máquina da Portucel, o PRIME vai dar 102 milhões de euros. Há agora estes projectos das vidreiras, o já anunciado investimento do Ikea e, numa fase ainda mais incipiente, a refinaria da Galp.

Indústria quer mais quota de CO2 para crescer

O Diário Económico revela ainda que os fabricantes de vidro exigem que o Governo tenha em conta o crescimento induzido por este ciclo de investimentos na renovação de fornos reflectindo-o num aumento das licenças de emissão de CO2 a atribuir a partir do próximo ano e até 2012. A manter-se a quota atribuída ao sector na versão do PNALE II (Plano Nacional de Atribuição de Licenças de Emissão), cuja discussão pública terminou recentemente, os fabricantes de vidro de embalagem poderão ter de custear um défice anual de 38,55%.

Nos contratos, o Governo não assumirá compromissos nesta matéria, mas o presidente da API tem exercido pressão a favor das pretensões da indústria. No início da passada semana, numa entrevista ao Público, Basílio Horta referiu expressamente o caso do sector petroquímico, do siderúrgico ou vidreiro. «São projectos que vão dar enorme incremento à economia, que qualificam mão-de-obra, criam emprego e desenvolvimento. É óbvio que nenhum membro do Governo pode dizer que não se concretizam esses investimentos porque não temos possibilidade de ter emissões de CO2», afirmava o responsável.

Questionado sobre o eventual acolhimento no PNALE II das reivindicações da indústria, o Ministério do Ambiente diz que é prematuro. «O despacho conjunto está a ser ultimado pela Economia e pelo Ambiente», explica o porta-voz. O documento segue depois para negociações com Bruxelas.

O ministro da Economia, Manuel Pinho, este fim-de-semana, numa entrevista ao Expresso dizia – a propósito das emissões da nova refinaria da Galp em Sines – que será necessário assegurar no PNALE uma reserva para os projectos estruturantes.

Projectos

– Barbosa & Almeida renova um dos dois fornos em Avintes no final do ano e um segundo, no próximo ano, na fábrica da Marinha Grande, investindo respectivamente 28 e 26 milhões de euros.

– St.Gobain Vidreira do Mondego investe 60 milhões de euros nos dois fornos da fábrica da Figueira.

– Santos Barosa investe, entre 2005 e 2007, 65 Milhões para renovar os dois fornos da Marinha Grande.

– Vidrala/Gallo investe na unidade da Marinha Grande 43 milhões de euros.

– Crisal protagoniza o investimento mais reduzido. São 23 milhões de euros para renovar um dos dois fornos da fábrica da Marinha Grande. O resultado será um aumento de 30% na capacidade de produção.

Diário Económico

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