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Empresas

Carros blindados asseguram viabilidade da Tomé Feteira

A fábrica de limas União Tomé Fetèira assinalou 150 anos na passada sexta-feira, uma data em que é festejada sobretudo a viabilização da empresa, graças a contrapartidas obtidas pelo Governo Português no negócio de aquisição de 260 carros blindados ao grupo austríaco General Dynamics European Land Combat Systems, revela a edição de hoje do Diário de Leiria.

Além de salvar a fábrica, a aquisição das viaturas militares implica outras contrapartidas, nomeadamente a construção de 219 blindados «Pandur II 8×8» em Portugal, com correspondente transferência do ‘know-how’, e a concepção e produção, no Barreiro, de um banco para a indústria automóvel, com componentes em cortiça.

As viaturas militares, cuja entrega será feita até 2010, vão substituir a velhas chaimites, num investimento do governo português na ordem dos 360 milhões de euros.

Actualmente com 57 trabalhadores, a fábrica da Vieira de Leiria foi adquirida por um empresário austríaco, Michael Braun, que se afirma apostado em conduzir a empresa a um novo ciclo de crescimento, tendo anunciado a aquisição de um terreno de 17 mil metros quadrados para ampliar a actividade, tal como um investimento na modernização da unidade, com transferência de parte da produção da Áustria para a Vieira.

Gerida desde Julho de 2005 pelo empresário austríaco, a unidade atingiu já os 100 por cento da capacidade produtiva instalada, e o futuro deverá passar pela automatização, uma estratégia para os próximos três a cinco anos, que custará um milhão de euros. «Quando pretendemos competir com as fábricas na China e na Índia temos de automatizar os processos», defende o responsável, apostado em reduzir o impacto salarial nos preços dos produtos, de 65 para 25 por cento, a margem dos concorrentes orientais.

A receita, garante, não passa por cortes no pessoal, mas pelo aumento da produção, com máquinas ultra-modernas manuseadas por trabalhadores qualificados, tendo sido estabelecidos contactos com o Instituto Politécnico de Leiria para recrutar engenheiros.

Este ano, a previsão de facturação aponta para três a cinco milhões de euros, mas a fasquia sobe para os cinco a dez milhões até 2010, com uma taxa de exportação superior a 80 por cento.

Este grupo tem vindo a deslocalizar parte da sua actividade, tendo já instalado fábricas em África, China e Cuba, experiências que não terão sido bem sucedidas por dificuldades em atingir altos padrões de qualidade, uma meta que os investidores se mostram certos de alcançar na Tomé Fetèira, a segunda fábrica de limas mais antiga do mundo, que tem enfrentado dificuldades económicas nas últimas décadas.

Diário de Leiria

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