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Actualidade

Ambiente e planeamento do território não podem travar desenvolvimento económico

Célia Marques
cmarques@leiriaeconomica.com

As dificuldades de angariação de IDE e as medidas a implementar no sentido de facilitar essa missão foram questões abordadas por Basílio Horta, presidente da Agência Portuguesa para o Investimento (API), na passada quinta-feira, durante um jantar-conferência organizado pela Casa Museu João Soares. «O desenvolvimento económico não se pode subordinar por completo às questões ambientais e de planeamento do território», defendeu aquele responsável.

Angariar IDE não é fácil, disse Basílio Horta, sustentando a importância de definir um modelo económico seguro e sustentável para a economia portuguesa, a nível económico, social e ambiental, no qual o desenvolvimento económico não se subjugue, por completo, às questões ambientais e de planeamento do território. «A indústria precisa de dióxido de carbono. A API não rejeita investimento que seja estruturante, produza bens transaccionáveis, qualifique a mão-de-obra e dinamize o País», disse, justificando e necessidade de aumentar a quota de emissões de dióxido de carbono.

Importante para atrair IDE é também a mudança de atitude da Administração perante o investidor, «que não deve ser encarado com desconfiança». Basílio Horta reconheceu o esforço de desburocratização por parte do governo, mas considera ser ainda insuficiente, uma vez que «são ainda muitas as entidades que têm de se pronunciar sobre os projectos», disse, adiantando «que é preciso resolver em tempo útil».

O presidente da API salientou ainda a importância de continuar, e aprofundar, a postura das políticas públicas no combate à despesa, porque «o investidor estrangeiro desconfia do Estado que não tem as suas coisas em ordem», disse.

Não menos importante é a reforma de fundo na Justiça, porque «a confiança – tal como a ética e a técnica – é fundamental», adiantou.

Angariação de IDE no primeiro semestre ultrapassa performance de 2005

Apesar das dificuldades, Basílio Horta disse durante a sua intervenção que a API tem contratualizado investimento na ordem de 1,2 mil milhões de euros, até final de Junho, face aos 800 milhões de euros de 2005 e 713 milhões de euros de 2004. «Podemos chegar ao final do ano com 1,5 ou 1,7 milhões de euros, o que representa o somatório dos dois anos anteriores», adiantou, salientando que o primeiro objectivo da API passa, no entanto, por reter o investimento já feito no país. Em segundo plano vem a angariação de novos investimentos, «embora não tenhamos rede de promoção porque está no ICEP», disse Basílio Horta, relembrando que depois da fusão da API com o ICEP a rede de promoção fará também angariação de investimento.

Os desafios da globalização: Plano Tecnológico aponta um caminho

A globalização trouxe «desafios e oportunidades que devemos saber aproveitar, embora tenhamos entrado no processo deficientemente preparados, porque gastámos quando devíamos ter investido», disse ainda Basílio Horta.

No entanto, segundo aquele responsável, esta é uma postura que «estamos a tentar alterar, e em que temos registado progressos sensíveis» disse, caracterizando o Plano Tecnológico como sendo «a materialização de uma vontade política, um caminho que sai da tradição de mão-de-obra barata e de um modelo económico que não podemos manter, uma vez que está vocacionado para produtos de elevado valor acrescentado e bens transaccionáveis».

Aliás, segundo aquele responsável, os resultados do PRIME «já estão à vista, basta olhar para a balança comercial: as máquinas e ferramentas com tecnologia incorporada subiram para primeiro plano. Existe uma nova tendência e uma nova geração de empresários que vão ter de encarar grandes competições», adiantou, referindo-se a Leiria como sendo «uma das regiões mais dinâmicas de Portugal».

Internacionalizar em:
Angola, Brasil, Magreb, países da NAFTA, China e Japão

Cerca de 0,3% das empresas são responsáveis por 40% das exportações nacionais e «o melhor que há a fazer é investir na qualificação de produtos e gestores, que se querem abordar mercados externos devem saber falar línguas e ter método».
Depois, é preciso ter ainda em atenção que os mercados de destino também se estão a alterar: «Espanha é um mercado prioritário. A Galiza importa mais de Portugal do que a Europa do Norte», adiantou.

Segundo Basílio Horta, Angola e Brasil são mercados de expansão, «nomeadamente Angola, que representa uma grande oportunidade», disse, salientando a importância de marcar presença naquele país em áreas como a construção civil e obras públicas, bem como naquelas em que se confunde «investimento com ajuda pública ao desenvolvimento», como é o caso dos medicamentos e farmácias.

Também o Magreb apresenta grandes oportunidades de negócio, assim como os países da NAFTA, nomeadamente Estados Unidos, Canadá e Chile. No Mercosul, Basílio Horta salientou a Argentina e no oriente, países como a China e o Japão.

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