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Actualidade

Leirisport ‘vende’ Topo Norte à Câmara de Leiria

A Leirisport – empresa municipal que gere o estádio de Leiria – vai ‘vender’ à câmara leiriense o Topo Norte do Dr. Magalhães Pessoa por 10,7 milhões de euros. A ‘venda’ foi ontem anunciada em reunião de câmara, tendo o executivo justificado a medida pela necessidade de incluir aquela infra-estrutura do estádio no caderno de encargos da autarquia, com vista ao concurso público internacional para construção de uma superfície comercial, revela a edição de hoje do Diário de Leiria.

Este foi um dos pontos apresentados ontem em reunião de câmara pelo presidente do Conselho de Administração da Leirisport, José Benzinho, que consta do Plano de Actividades e Orçamento daquela empresa, e que mereceu a reprovação da oposição, por considerar que foram feitas “alterações de fundo” a um documento que já tinha sido levado anteriormente à reunião de câmara, mas que não tinha sido aprovado por necessitar de alterações.

Segundo José Benzinho, os 10,7 milhões de euros representam o “valor patrimonial” do Topo Norte. Inicialmente, a Leirisport estava disponível para vender o edifício a investidores privados por 33 milhões de euros, mas entendeu que, “se era para vender, só fazia sentido que fosse à câmara de Leiria”.

Do ponto de vista jurídico, o edifício em causa não pertence à câmara de Leiria, pelo que houve necessidade de o incluir no caderno de encargos para que possa ser submetido ao concurso público”, explicou a presidente de câmara, Isabel Damasceno.

Outro ponto apresentado pela Leirisport foi a transferência de 10,8 milhões de euros da câmara para as contas daquela empresa, que irão servir para amortizar a dívida da Leirisport de cerca de 19 milhões de euros.

Segundo José Benzinho, tratam-se de «suprimentos» (empréstimos de accionistas) que vão permitir que a empresa pague as suas dívidas à banca, quase na totalidade, ficando apenas com as dívidas correntes.

O Plano de Actividades e Orçamento da Leirisport, o Plano Plurianual da mesma, assim como os contratos-programa foram aprovados com os votos contra do PS, que apenas aprovou os contratos-programa para a implementação e desenvolvimento do Programa ‘Viver Activo’, Pista de Atletismo do estádio e gestão e exploração do Centro Nacional de Lançamentos de Leiria.

Na reunião, Carlos Martins, vereador do PS voltou a questionar a existência da Leirisport, desconhecendo por que razão não apresenta lucros. Uma questão rejeitada por Isabel Damasceno, que explicou que a empresa municipal «não pode ter lucros, porque pratica um trabalho social».

«Está todo o País a criar empresas municipais, por que razão havíamos nós de recuar», replicou a autarca, lamentando que a oposição não queira entender que a empresa «presta serviço social».

Novos produtos para atrair clientes

Durante a apresentação, José Benzinho falou ainda das «novas receitas» que pretende atrair.

A aposta, explicou aquele responsável, passa por criar «novos produtos e novos serviços», fidelizar clientes, «numa base de qualidade» e manter a política de cedência de espaços.

Reforçar e criar novas parcerias, «privilegiando as empresas da região» é outro objectivo da empresa que, para aquele responsável, são «investimentos essenciais» para manter todas as infra-estruturas a cargo da Leirisport em «bom funcionamento», como é exemplo as obras que estão a ser realizadas no Parque de Campismo da Praia do Pedrogão.

Leirisport dá ‘comissão’ a escolas na venda de bilhetes para concerto

O mesmo jornal noticia ainda uma proposta da Leirisport enviada a escolas da região, para a venda de bilhetes do concerto de Daniela Mercury, que está a levantar dúvidas sobre a sua legalidade junto de alguns estabelecimentos de ensino.

A empresa municipal propõe a compra, no mínimo, de 100 ingressos, ao valor de 15 euros cada, oferecendo como contrapartida uma ‘comissão’ de seis por cento sobre a venda de cada bilhete.

Na mesma proposta, aquela empresa municipal refere que «no momento da adesão a esta campanha as escolas deverão entregar à Leirisport uma caução em cheque no valor dos ingressos recebidos», neste caso, de 1.500 euros.

«A Leirisport depositará esse cheque apenas em caso de não entrega das receitas de vendas até aos prazos estabelecidos», pode ler-se na mesma proposta a que o Diário de Leiria teve acesso, a qual adianta que aquela empresa municipal «considerará os bilhetes entregues como vendidos e apresentará o cheque de caução ao banco».

No último ponto da proposta, assinada pelo administrador João paulo Empadinhas, lê-se que «em caso de quebras de caixa estas serão assumidas pela escola aderente».

Em declarações ao Diário de Leiria, João Paulo Empadinhas rejeita tratar-se de uma proposta comercial. «Não fizemos nenhuma abordagem comercial. O que mandámos para várias instituições – escolas, clubes, colectividades, associações, entre outras – foi uma circular ou uma informação que caso houvesse interesse [venda de bilhetes] o manifestassem à Leirisport, cujas receitas poderiam reverter para a própria entidade».

«Não sei se as escolas o podem fazer ou não» [do ponto de vista legal], acrescentou o administrador da Leirisport, voltando a frisar que «não é uma proposta de negócio. Isso não nos passou pela cabeça», sublinhou.

Presidente da DREC vai analisar proposta

No documento, intitulado «Proposta para envolver parceiros locais de dinâmica do evento e alargar a rede de posto de venda dos ingressos», a Leirisport informa que não há obrigatoriedade mínima de venda de bilhetes, decorrendo a venda entre 23 de Maio e 7 de Junho, devendo as escolas aderentes designar um responsável para a recolha dos ingressos junto da Leirisport.

A empresa municipal compromete-se a distribuir materiais promocionais do espectáculo – agendado para dia 14 de Junho no Estádio Municipal de Leiria – que serão afixados nos postos de venda. A mesma proposta refere que haverão «reuniões de prestação de contas a 8 ou 9 de Junho».

Contactado pelo Diário de Leiria, o presidente da Direcção Regional da Educação do Centro (DREC), José Manuel Silva, não quis pronunciar-se, para já, sobre a proposta enviada às escolas, considerando que «é um processo que precisa de uma análise mais detalhada».

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