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Actualidade

Inteligência emocional: quando a competência técnica não chega

Célia Marques

A inteligência emocional (IE) atraiu, nos últimos anos, as atenções da vida política, social, empresarial e económica. Porquê? Porque veio dar «uma nova visão das competências que geram resultados e uma noção de inteligência prática», explica Pedro Martins, presidente da PM International Consulting.

Mas o que é afinal a inteligência emocional? A IE representa a capacidade de conciliar a emoção e a razão. Os indivíduos emocionalmente inteligentes são os que usam a razão para compreender e lidar com as emoções (as suas e as dos outros), e recorrem às emoções para interpretar o meio envolvente e tomar as melhores decisões.

A IE engloba características como a capacidade de fazer uma correcta avaliação dos estados de espírito próprios e alheios; a regulação adaptativa das emoções próprias e dos outros e o uso inteligente das emoções nas diferentes actividades da organização (liderança, negociação, trabalho em equipa, resolução de conflitos). Subjacente à IE, está um conjunto de atributos pessoais composto por quatro grandes componentes – autoconsciência; autogestão; competências sociais e consciência social – cada uma delas com a sua competência específica, como sugere o psicólogo Daniel Goleman.

Os dados revelam que pessoas com graus mais elevados de IE apresentam níveis de desempenho e sucesso profissional superiores. Em última análise, «as emoções podem tornar o pensamento mais inteligente, e a inteligência pode permitir pensar e usar de modo mais apurado as emoções», segundo um artigo da autoria dos professores Miguel Pina e Cunha e Arménio Rego.

Ao contrário do que se pensava até há bem pouco tempo, nomeadamente no mundo ocidental, as emoções podem ser um precioso auxiliar da razão.

A importância do confronto com a realidade

Muitos aspectos da IE são inatos, ou apreendidos desde cedo, na infância, o que torna difícil, por exemplo, fazer de uma pessoa sem iniciativa uma pessoa pro-activa, ou de um indivíduo desonesto, uma pessoa honesta. Outros, porém, desenvolvem-se com a experiência e confronto com situações reais, sendo mais fáceis de modelar ao longo do tempo.

A liderança, por exemplo, é uma característica que se desenvolve à medida que nos expomos a situações que induzem esse tipo de atitudes: «fazer-se administrador do condomínio ou presidente do clube do bairro, pode ser um bom exercício», exemplifica Pedro Martins.

Existe muita literatura sobre o tema, «mas dos livros pode resultar um conforto perverso. Ficamos a pensar que já sabemos, quando, na realidade, as competências só se desenvolvem com exposição às situações», fundamenta.

O mesmo acontece com muitos programas de formação. A génese da IE está, em grande parte, nos neurotransmissores do sistema límbico central (que gerem os sentimentos e os impulsos), um sistema que parece aprender melhor através da motivação, da prática e do ‘feedback’. Por esse motivo, a ênfase dada por algumas acções de formação a ferramentas analíticas e à lógica – enfoque no neocórtice – pode revelar-se contraproducente para efeitos de aprendizagem de IE.

Também nesta matéria, o ensino em geral enferma problemas. A universidade transformou-se num centro de formação profissional, preocupando-se com o “saber fazer”, enquanto descura toda e qualquer reflexão sobre o “saber ser”. Por isso – explica Pedro Martins – excelentes alunos podem revelar-se péssimos profissionais.

O nosso modelo cultural de empresa reforça essa situação, ao dar ênfase à formação, como se fosse a principal responsável pelo que somos hoje. «O CV é uma auto-imagem, mostra aquilo que queremos que os outros vejam em nós. Por vezes, revela os recalcamentos e não os pontos fortes. É a natureza dos projectos que fizemos que reflecte as nossas características», explica. É com base nesta lógica, que Marco Aurélio Viana – consultor e autor de inúmeros livros de administração de empresas – defende que o currículo deve conter referências apenas aos últimos dois anos de actividade. É suposto que reflictam tudo o que ficou para trás.

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