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Actualidade

«TGV e OTA são projectos deslocalizados»

Miguel Cadilhe, economista e ex-ministro das finanças no governo de Cavaco Silva está contra o investimento que o governo pretende fazer na OTA e no TGV, tendo em conta as dificuldades económicas e a falta de competitividade do País, revelou ontem num almoço-palestra que decorreu em Leiria.

«Nos tempos em que estamos, a economia portuguesa está com dificuldades de crescer e com dificuldades de competitividade. Os recursos públicos e privados são escassos e projectos com a dimensão do TGV ou da OTA devem ser muito bem ponderados, porque a meu ver são projectos deslocalizados das nossas actuais condições de economia e finanças», cita a edição de hoje do Diário de Leiria.

‘O peso do Estado e a armadilha da economia’ foi o tema do almoço-palestra realizado ontem, foi organizado pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing de Portugal (ADVP), onde o economista salientou que a falta de competitividade de Portugal «está débil» comparativamente a outros países da zona euro, e, «continuará a sê-lo», se forem feitas «más e péssimas afectações de recursos», como são os casos dos projectos da OTA e do TGV.

Miguel Cadilhe critica ainda os sucessivos governos pela construção de tantos estádios de futebol, no âmbito do Euro 2004, e a compra de submarinos. «Foram investimentos cujo retorno não é imediato para o País».

«Expectativa positiva» para as reformas do governo

Segundo noticia o Diário de Leiria, Miguel Cadilhe está de acordo com a rescisão de contratos de trabalho com funcionários públicos visando assim emagrecer a máquina do Estado. «Portugal precisa de radicalismo, de um choque firme, sabendo de antemão que as reformas não são do agrado de toda a gente», afirmou, salientando que uma das reformas «urgente» é a da administração da Justiça.

Devido ao forte investimento exigido pelas reformas, três soluções são propostas por Miguel Cadilhe assentando assim no recurso a fundos comunitários, nas privatizações e na venda de ouro.

«Como a venda do ouro vem sendo feita há alguns anos, nos últimos quatro anos foi vendido um terço da reserva, proponho que haja receitas das privatizações e depois a economia modernizada vai pagar todo o esforço da dívida», propõe o economista.

O economista está ainda com uma expectativa positiva em relação ao governo, apesar de considerar que o executivo liderado por José Sócrates deveria ir mais longe.

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