Javascript desactivado

Para completa funcionalidade deste site é necessário activar o JavaScript. Aqui estão as instruções de como activar o JavaScript no seu navegador.

Empresas

Inautom prepara entrada no mercado brasileiro

Célia Marques

A Inautom foi a primeira empresa portuguesa a marcar presença na Estónia. Actualmente, esta empresa de reparação e comercialização de máquinas de injecção de moldes conta com três filiais – a Inautom Nordic, Inautom Baltic e Inautom Mosco – e prepara-se para abrir uma agência no Brasil. O investimento é de 500 mil euros.

Em causa está a comercialização da marca Lien Yu Machinery Co. Ltd, que Jorge Júlio, responsável pela empresa, conheceu há 16 anos atrás, quando ainda pouco se ouvia falar em equipamento chinês, e da qual é importador exclusivo para a Europa. «Era uma marca que apresentava uma boa relação preço/qualidade, com valores que se aproximavam daquele a que vendíamos o equipamento que reparávamos. Na altura chamaram-me louco. Não era mais do que uma antecipação ao que se faz agora. No início a marca foi recebida com alguma desconfiança, mas a Inautom dava garantias», adianta.

A componente electrónica, de software e hidráulica das máquinas é made em Inautom e os componentes e aços são escolhidos por indicação da empresa portuguesa. «É uma forma de garantir as certificações exigidas pela União Europeia, o que não significa que o equipamento chinês seja parco em qualidade, como se costuma fazer parecer», esclarece Jorge Júlio. Para este engenheiro electrotécnico, tudo não passa de uma postura cultural. «Eles trabalham mais e ganham menos. É só isso, porque a tecnologia está ali mesmo ao lado», explica.

Da Espanha para o Leste

A Inautom começou pelo mercado espanhol, depois o alemão, fruto da presença numa feira local. Seguiram-se a Inautom Nordic (para os mercados sueco, finlandês, norueguês e dinamarquês), Inautom Baltic (que abarca a Estónia, Letónia, Lituânia e São Petersburgo) e Inautom Mosco (para a região de Moscovo). Como destinos clientes tem ainda a Ucrânia e os Palop e em todos estes destinos a Inautom faz-se representar com comerciais e assistência técnica.

O que marca a diferença é «a venda personalizada e a assistência técnica, sobretudo quando é 24 horas por dia e até ao fim-de-semana. Acresce ainda a vantagem de estarmos em mercados com diferentes níveis de tecnologia, desde a peça de utilização doméstica até aos componentes para a indústria automóvel e de telecomunicações», explica Jorge Júlio. A diferenciação surge ainda da «experiência na montagem de fábricas completas, desde a rede de águas à alimentação automática de matérias-primas, instalação de máquinas e a sua robotização», salienta.

Da lista de clientes fazem parte empresas como a X Plás (Grupo e Rino), Simplastic, Vipex, Map Key, ITP e Savil e marcas como a Samsung, sua cliente na Lituânia.

Mais de 500 máquinas vendidas em 16 anos

Em 16 anos de actividade, a Inautom vendeu 500 máquinas no mercado português. Em 2005 somaram 42 e, até Março deste ano, 21.

No ano passado, a facturação da Inautom portuguesa ascendeu a 3,5 milhões de euros, um valor que se deverá manter em 2006, apesar da subida registada no início do ano, «num país pouco planificado como o nosso, não se podem fazer grandes previsões», adiantou.

Para este ano, o objectivo passa por consolidar a actividade, apostando em feiras internacionais, como aquela em que vão marcar presença na Ucrânia «e sem apoios do Icep, uma vez que são representantes da marca e não fabricantes», crítica Jorge Júlio. «A internacionalização foi feita toda por nós. O nosso Icep tem sido a marca», adianta.

A Inautom conta ainda um departamento de máquinas e ferramentas virado para o mercado da indústria de moldes, porque as máquinas de ferramentas (como os moldes) e plásticos complementam-se e têm clientes comuns.

O perfil de Jorge Júlio

Jorge Júlio é formado em engenharia electrotécnica, no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, curso que terminou aos 21 anos. Encara o trabalho como sendo apenas uma das componentes da vida. O tempo que resta é dedicado ao ginásio e natação, que pratica diariamente, e a alguma leitura.

Dos últimos livros que leu destaca o Código da Vinci, e da leitura periódica, o semanário Expresso.
Quanto a filmes, Música no Coração e a Canção de Lisboa merecem a preferência do empresário que gostava que Leiria fosse reconhecida em Portugal pelas suas fábricas de plásticos. Quanto à imagem que o Mundo tem dos portugueses, não hesita: «bons empresários e bons técnicos», finaliza.

As mais lidas

Secil inaugura unidade de produção de microalgas em Pataias

A Secil inaugurou hoje, na sua fábrica em Pataias, Alcobaça, uma unidade de produção de microalgas. O projecto envolve a captação e utilização do CO2 ali gerado, por microalgas, que são depois canalizadas para os mercados que as aproveitam como ingrediente sustentável, natural e rico em compostos bioquímicos, nomeadamente para os da alimentação humana e animal. O investimento é de 15 milhões de euros.

Câmara vende Topo Norte do Estádio por 1,3 milhões para instalação das Finanças

O Município de Leiria aprovou esta terça-feira uma proposta de alienação da Torre Nascente do Topo Norte do Estádio Dr. Municipal Magalhães Pessoa, com uma área de construção de 4.500 metros quadrados, destinada a instalações para albergar e juntar num único local os Serviços de Finanças locais e distritais de Leiria. O valor da alienação do prédio é fixado em  1.339.503 euros.