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Empresas

Barod leva azeite para mercado de futuros espanhol

Célia Marques

Tudo começou há 17 anos, com uma ligação ao mercado de azeite espanhol. Os produtores locais queriam entrar no mercado português e a Barod encontrou na intermediação uma oportunidade de negócio. A evolução do mercado obriga a minimizar o risco e, actualmente, a Barod tem uma actividade mais diversificada e prepara-se para dar entrada no mercado de futuros espanhol.

Começou por importar dos mercados espanhol e italiano, mas a liberalização dos mercados concentrou os produtores e aproximou-os dos embaladores, reduzindo o espaço de intermediação.

A estratégia ditou a diversificação e, actualmente, a Barod, empresa sedeada nos Pousos, Leiria, tem planos para produzir e exportar azeite a granel para a área de délicatesse e desenvolveu produtos embalados destinados a segmentos mais elevados, que comercializa com marca própria – a Lusitanea – premiada com o Great Taste Awards, em Inglaterra.

A pensar no mercado de hotelaria, a Barod formulou recentemente uma gordura vegetal para aplicação em fritura e pastelaria, cuja produção vai ser assegurada pela unidade industrial que a empresa implementou de raiz, e que representou um investimento na ordem dos 500 mil euros. Esta gordura tem como destino o mercado ibérico.

Nesta actividade, a concorrência provém essencialmente de empresas espanholas, «que operam em condições que dificilmente teremos», explica Vítor Borda d’ Água, responsável pela empresa.

Indústria cosmética e farmacêutica potenciam mercado de azeite

A Barod faz a intermediação de produtos alimentares para os mercados português, espanhol, inglês, brasileiro e chinês. «O mercado espanhol é o que apresenta maior peso e o inglês o maior potencial de crescimento (10% ao ano), assim como os países do Norte da Europa. Quanto ao mercado chinês, é composto essencialmente pelo consumidor final e, apesar de embrionário, pode vir a ter um grande potencial», explica Vítor Borda d’ Água.

Aquele responsável salienta a crescente valorização das características do azeite que permitem a sua utilização na indústria cosmética e farmacêutica (sobretudo na Alemanha e Japão) e em tudo o que esteja relacionado com questões dietéticas.

Quanto ao azeite português, considera que é pouco reconhecido internacionalmente, resultado de «uma fraca implementação das empresas no exterior, por falta de apoios e de aposta na imagem e marketing», adianta Tiago Borda d’ Água.

A comercialização dos produtos da Barod e de marcas espanholas como a Matre (alta charcutaria), Diet (ramo dietético), Atum Campos (atum congelado), Tutti Pasta (massas congeladas) e Sabal (fumados) é da responsabilidade da Food Ibérica, uma empresa de representação comercial detida pela Barod.

Fazer a representação destes produtos «permite ganhar massa crítica para entrar nas grandes cadeias, que privilegiam o produtor, mas com proximidade com o departamento comercial», explica Vítor Borda d’ Água, adiantando que aqueles produtos gourmet se destinam, essencialmente, ao mercado português.

Barod avança para o mercado de futuros espanhol

Dentro em breve, a Barod deverá dar entrada no mercado de futuros em Espanha, uma forma de minimizar o risco no que respeita à evolução da cotação desta mercadoria. «Estamos a iniciar o envolvimento nesse mercado e a formalizar os requisitos necessários com a Caja Duero», adianta.
Vítor Borda d’ Água relembra que o azeite registou uma forte subida de cotação, resultado da especulação desencadeada por produtores cada vez mais concentrados, naquele que considera ser um movimento estratégico no sector.

Em 2005, a Barod, que emprega cinco pessoas, foi responsável por um volume de negócios de sete milhões de euros, um montante que se deverá manter no final deste ano.

Futuramente, a Barod deverá ser transformada numa SGPS, com controlo sobre duas empresas: uma para a qual canalizará a produção e outra vocacionada para a representação comercial, ou seja, a Food Ibérica.

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