O governo japonês anunciou hoje novas orientações orçamentais marcadas pela austeridade e pela limitação das emissões de novas obrigações, para reduzir a dívida pública colossal.
O primeiro ministro, Naoto Kan, prometeu, desde que tomou posse em junho, uma reforma ambiciosa para reduzir a dívida pública do Japão, que é a maior dos países industrializados, as ascender ao equivalente a 200 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).
As novas diretivas impõem a limitação das despesas públicas globais a 71 biliões (milhão de milhões) de ienes (622 mil milhões de euros), no ano orçamental que começa em abril de 2011, incluindo as subvenções às autarquias locais, mas excluindo o serviço da dívida, pormenorizaram fontes governamentais.
Este montante é praticamente o mesmo das despesas previstas para o exercício em curso, que acaba em março de 2001.
As diretivas impedem ainda o governo de centro-esquerda de aumentar a emissão de novas obrigações, cujo stock já ascende a 44 biliões de ienes, recomendando, pelo contrário, a redução deste total.
Também está prevista a obtenção de um bilião de ienes, para financiar medidas de apoio ao crescimento da economia, com a poupança de 10 por cento nas despesas de cada ministério ou organismo governamental.
Os ministros deverão submeter as suas propostas orçamentais até ao fim de agosto, antes de o orçamento ser apresentado ao parlamento.
No ano orçamental corrente, o valor do orçamento atingiu um nível recorde de 92,3 biliões de ienes.
LE com Lusa |