O Fisco penhorou quase 11 mil contas bancárias nos primeiros três meses do ano a contribuintes que tinham dívidas à administração fiscal. Entre os bens que podem ser penhorados este foi aquele a que a Direcção-Geral de Impostos (DGCI) mais recorreu.
De um total de 77 mil penhoras (sobre contas bancárias) marcadas pela administração fiscal, apenas foram penhoradas 11 mil, de acordo com a mesma fonte.
Esta acção, refere o Diário Económico desta quinta-feira, junta-se à do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, que ainda em Abril penhorou contas bancárias a sete mil contribuintes faltosos e enquadra um montante global de dívida de 123 milhões de euros.
Os dados obtidos pelo jornal junto do Ministério das Finanças revelam que foram marcadas 214.888 penhoras neste período - mais 40,5% que no mesmo período de há um ano -, mas apenas 42.128 foram efectivamente realizadas.
A diferença entre as penhoras marcadas pela administração fiscal e as que são efectivamente realizadas acontece porque os devedores acabam por pagar as dívidas e a penhora não precisa de ser executada.
LE com Lusa |