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Empresas

O que pensam os gestores do conceito NewCo e como o materializam

No final de Novembro, nove empresas de Leiria abriram portas ao festival NewCo. O Leiria Económica foi ouvir o que pensam estes gestores do conceito norte-americano que defende que a empresa deve existir para além dos seus objectivos financeiros, comprometendo-se a contribuir para um mundo melhor. Esta semana, João Nazário, do Grupo Movicortes, e Paulo Martins, da InCentea Marketing e Inovação. Na primeira pessoa.

1 – Como se materializa o conceito NewCo na sua empresa e na sua forma de estar enquanto empresário/gestor?

2 – Para quem não o ouviu no evento, o que diria para inspirar outros a adoptar esta filosofia?

 

João Nazário | Director do Jornal de Leiria/Grupo Movicortes

1 – Naturalmente que qualquer empresa tem como objectivo os lucros, pois sem eles acaba, mais cedo ou mais tarde, por morrer. No entanto, temos a convicção de que é possível alcançar bons resultados económico-financeiros e, em paralelo, ser uma empresa humana, socialmente responsável e que oferece boas condições de trabalho.

No caso da Movicortes, é conhecido o envolvimento social e cívico de algumas das suas empresas, nomeadamente da Livraria Arquivo e do Jornal de Leiria, o apoio a projectos de solidariedade, a que se juntam diversos apoios sociais aos colaboradores das suas empresas associadas.

2 – Na nossa intervenção no NewCo, dado o pouco tempo disponível, focá-mo-nos num aspecto determinante para qualquer empresa, principalmente para as de cariz essencialmente comercial, como as do universo Movicortes: a forma como nos relacionamos, seja com clientes, fornecedores, colaboradores ou concorrentes.

No nosso caso, essa foi sempre uma preocupação premente desde o início, há 35 anos, e que se manifesta das mais variadas formas. Desde o relacionamento pessoal directo, passando pelo cuidado com o design e a arquitectura das infra-estruturas e pela qualidade dos produtos que comercializamos, até à intervenção cívica e social que desenvolvemos.

São tudo formas de comunicar e de transmitir mensagens que contribuem para desenvolver os negócios dos diferentes parceiros, mas também para tornar mais afável um meio que é, frequentemente, hostil.

 

Paulo Martins | Director da InCentea Marketing e Inovação

1 – As empresas não vivem apenas de objectivos financeiros, nem as empresas nem as pessoas.  Até porque numa visão de longo prazo, as empresas têm que investir em vários campos e de duas formas, tempo e dinheiro, sendo que nos dias hoje o tempo seja na realidade o maior custo para organizações.

Sendo a empresa um organismo vivo, tem noção que a sua sustentabilidade futura depende do envolvimento e investimento que fez no ecossistema onde actua.

Alguns dos exemplos que temos são:

Programas de estágio de alunos e apoio à sua integração no mercado de trabalho.

O apoio/patrocínio da inCentea  aos colaboradores no seu  envolvimento em iniciativas no âmbito do voluntariado social, ou voluntariado institucional em áreas de actuação da nossa organização.

A disponibilidade de tempo dos nossos colaboradores com competências para a tutoria  para o apoio a projectos, como start-ups.

 

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