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Empresas

Secil inaugura unidade de produção de microalgas em Pataias

A Secil inaugurou hoje, na sua fábrica em Pataias, Alcobaça, uma unidade de produção de microalgas, um investimento de 15 milhões de euros. O projecto envolve a captação e utilização do CO2 ali gerado, por microalgas, que são depois canalizadas para os mercados que as aproveitam como ingrediente sustentável, natural e rico em compostos bioquímicos, nomeadamente para os da alimentação humana e animal.

Segundo comunicado emitido pela empresa, a unidade inaugurada resulta de um processo de investigação iniciado em 2007 e produz já hoje microalgas para fins de I&D e para fins comerciais, para além de desenvolver tecnologias específicas para a produção de microalgas em grande escala e para o estudo do impacto dessas microalgas na utilização do CO2 proveniente dos gases de combustão que resultam da produção de cimento, com vista ao desenvolvimento sustentável da indústria cimenteira em Portugal.

Esta unidade de produção de microalgas opera em sistemas fechados, baseados não só no processo de fotossíntese, mas também no desenvolvimento da fermentação destes microorganismos.

Em fase de demonstração está um processo de produção que integra vários tipos de sistemas de produção, com vista à optimização da produção das microalgas a uma escala cada vez maior e da produtividade destes organismos no meio de cultura, potenciando a utilização do CO2 por parte das microalgas.

A empresa tem também em fase de estudo outras espécies de microalgas que reúnem um conjunto de características específicas para a utilização de CO2. Um dos objectivos do estudo passa pela aferição da taxa de consumo de CO2 de cada uma dessas microalgas em vários tipos de sistemas de produção.

Para além da componente de investigação a nível da captura e utilização do CO2 proveniente dos gases de combustão, o projecto inclui ainda a área dedicada à produção e comercialização das microalgas, utilizando CO2 “food grade “ para os diferentes mercados que as aproveitam como ingrediente sustentável, natural e rico em diversos compostos bioquímicos, dependendo do tipo de microalga.

Presentemente, as duas microalgas cultivadas na unidade de Pataias direccionam-se para os mercados da alimentação humana e da alimentação animal, sendo produzidas exclusivamente com CO2 adequado para fins alimentares (food grade).

A Chlorella vulgaris é uma das poucas espécies de microalgas que se encontram aprovadas pela Comunidade Europeia como ingrediente e suplemento alimentar. A Nannochloropsis sp. é um dos géneros mais utilizados para aplicações em aquacultura, pela sua composição rica em ácidos gordos essenciais, e pelos restantes nutrientes, naturalmente biodisponíveis. É também uma das microalgas mais promissoras como fonte de EPA (um dos Omega 3 mais valorizados no mercado dos suplementos dietéticos), principalmente para os consumidores vegetarianos.

A atividade de desenvolvimento do negócio é centralizada pela empresa Allmicroalgae – Natural Products, pertencente ao Grupo Secil, que trabalhará com diferentes marcas, de acordo com as diferentes áreas de mercado e de negócio.

 

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